Multinacionais disputam leilão do pré-sal sem Petrobras em busca do bilhete premiado.

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O consórcio formado pelas empresas Shell, Total, CNPC, CNOOC e Petrobras foi o vencedor da 1ª Rodada de Licitação do Pré-Sal em 2013, ganhando o direito a explorar e produzir o petróleo da área de Libra, na Bacia de Santos. Na foto, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster; a diretora-geral da ANP, Magda Chambriand; e o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, sobem ao palco ao lado de representantes das empresas que integram o consórcio vencedor. Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil – Todos os direitos: EPBR

Empresas de petróleo aguardam grandes descobertas comerciais nos blocos exploratórios arrematados na primeira rodada de leilões.

O leilão de blocos de exploração no pré-sal está agendado para ocorrer nesta semana, sem a participação da Petrobras que escolheu não concorrer no processo. Este será o primeiro leilão sob o regime de partilha sem a presença da petrolífera.

Nesses dez anos desde a primeira rodada de partilha no Brasil, as descobertas e a produção dos campos nesse regime, que totalizam cerca de 1 milhão de barris/dia, foram realizadas pela Petrobras e seus parceiros. A estatal teve um papel fundamental como operadora, tanto nas grandes descobertas do pré-sal, como nos investimentos para comprovar a viabilidade da produção na nova fronteira exploratória dos anos 2000.

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Leilões de partilha de petróleo na Bacia de Santos e Bacia de Campos

O ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, frequentemente se referia ao potencial geológico do pré-sal como ‘bilhete premiado’. E, de fato, a estatal descobriu, nos campos do pré-sal, os três maiores produtores do país na atualidade: Mero, Búzios e Tupi, todos situados na Bacia de Santos, ainda que sob diferentes regimes de contratação (cessão onerosa, partilha e concessão).

Búzios, que representa quase metade da produção de petróleo da partilha, é na verdade o principal campo da cessão onerosa, contratada diretamente com a Petrobras em 2010, totalizando 5 bilhões de barris. Os volumes excedentes foram posteriormente contratados sob o regime de partilha e, hoje, o campo é a principal fonte dos barris que cabem à União nos contratos de partilha.

Todo esse histórico de resultados, proveniente de uma sucessão de regimes e reformas políticas, amparam atualmente a partilha.

A porção noroeste de Libra — área licitada no primeiro leilão de partilha — foi o ponto de origem do campo de Mero, estrela da partilha e hoje o terceiro maior produtor do país, com uma extração diária de petróleo de cerca de 220 mil barris.

O campo está previsto para contar, até 2025, com quatro plataformas definitivas, totalizando uma capacidade de produção de 770 mil barris por dia.

As grandes multinacionais do petróleo mergulharam de cabeça na partilha, em decorrência das reformas implementadas no governo de Michel Temer. No entanto, ainda aguardam ansiosamente por anunciar uma grande descoberta comercial na região.

Expectativa para o leilão desta quarta

No leilão desta quarta (13/12), seis empresas estão aptas a participar: bp, Chevron, Petronas, Shell e TotalEnergies, como operadoras, e Qatar Petroleum, como não operadora.

O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Rodolfo Saboia, chegou a afirmar, em outubro, que a ausência da Petrobras não enfraquece a concorrência.

O papel da Petrobras e a expansão do leilão

Em 2019, a Petrobras foi alvo de críticas por exercer previamente seu direito de preferência na partilha e, no dia do leilão, não apresentar ofertas por Sudoeste de Sagitário e Norte de Brava.

Na ocasião, o ex-ministro Paulo Guedes acusou a Petrobras de inibir a concorrência. As áreas acabaram sendo contratadas em 2022, em consórcios liderados pela própria estatal.

Na oferta desta quarta, serão incluídos Cruzeiro do Sul, Esmeralda, Jade e Tupinambá, situados em Santos. E Turmalina, em Campos.

É o primeiro leilão do terceiro governo Lula, que chega ao fim de seu primeiro ano, com oferta de áreas de petróleo e uma COP28 marcada pela adesão do Brasil à OPEP+ — o que dá mais força a crítica de ambientalistas contrários à expansão da fronteira de óleo e gás no Brasil e seu impacto no balanço de emissões.

O consultor e ex-diretor da ANP, Felipe Kury, consolida que as campanhas exploratórias ainda estão em andamento e que há potencial para descobertas de grandes volumes.

 

Fonte: EPBR


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