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Popular remédio reduz risco de diabetes, indica estudo

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Apesar dos aparentes benefícios, pesquisa descobriu que a aspirina diária aumentava o risco de sangramentos internos em 38%, sem reduzir o risco de ataques cardíacos e derrames

Créditos: Getty Images

Apesar dos aparentes benefícios, pesquisa descobriu que a aspirina diária aumentava o risco de sangramentos internos em 38%, sem reduzir o risco de ataques cardíacos e derrames

Estudo apresentado na Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD) em Hamburgo, na Alemanha, revela que tomar aspirina diariamente pode ajudar a diminuir as chances de desenvolver diabetes.

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As evidências obtidas na pesquisa mostram que, pessoas com mais de 65 anos que tomavam uma dose baixa de 100 mg do remédio por dia, tinham 15% menos probabilidade de terem diabetes tipo 2.

Os especialistas acreditam que isso ocorre porque o medicamento reduz a inflamação, um dos principais impulsionadores da doença.

No entanto, os pesquisadores alertaram que o medicamento só deve ser tomado diariamente se o médico assim orientar, já que há risco aumentado de sangramento em idosos.

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Para entender os efeitos da aspirina no diabetes e os níveis de açúcar no sangue após um período sem comer – entre adultos mais velhos, os especialistas analisaram mais de 16 mil pessoas que eram saudáveis ​​no início do período do estudo, sendo que metade recebeu 100 mg de aspirina por dia e as outras receberam placebo.

Cerca de cinco anos mais tarde, 995 pessoas receberam o diagnóstico de diabetes, sendo 459 entre as que tomaram aspirina, em comparação com 536 no grupo do placebo – uma redução de 15%. Além disso, descobriu-se também que elas apresentavam uma taxa de aumento mais lenta nos níveis de glicose plasmática em jejum.

Os resultados mostraram ainda que os agentes anti-inflamatórios, como a aspirina, justificam estudos mais aprofundados na prevenção da diabetes.

Contraindicações

Apesar dos aparentes benefícios, a pesquisa descobriu que a aspirina diária aumentava o risco de sangramentos internos em 38%, sem reduzir o risco de ataques cardíacos e derrames.

Após essa descoberta, as principais diretrizes de prescrição passaram a recomendar que os idosos tomem aspirina diariamente apenas quando houver uma razão médica para isso, como após um ataque cardíaco.





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