Quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, iniciou o que chamou de “operação militar especial” na Ucrânia, em fevereiro de 2022, o argumento era o desejo de Kiev de fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como membro permanente.
Se isso acontecesse, o chefe do Kremlin se veria cercado por uma aliança formada por países do Ocidente da qual os EUA fazem parte e cujo lema é “mexeu com um, mexeu com todos”.
Sentindo-se desafiado, Putin resolveu não esperar para ver e, depois de vários alertas sobre a movimentação da Otan nos países que fazem fronteira com a Rússia, invadiu a Ucrânia com a ideia de dominar um território no qual já estava de olho há muito tempo.
O argumento do presidente russo para a guerra foi a libertação dos ucranianos e a desnazificação de Kiev.
Pouco mais de um ano depois da invasão, Putin se viu novamente cercado: o parlamento finlandês aprovou por maioria esmagadora a legislação que permite que o país se junte à Otan.
Agora, o cerco à Rússia está ainda mais próximo de se completar: caiu mais um obstáculo que impedia a Suécia de fazer parte da Otan.
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Rússia sitiada
Quem derrubou o último obstáculo para que a Rússia fique mais perto do certo da Otan foi a Turquia.
A comissão de relações exteriores do parlamento turco deu nesta terça-feira (26) o consentimento à candidatura da Suécia para aderir à aliança.
O protocolo de adesão da Suécia terá agora de ser aprovado na assembleia geral do parlamento turco para a última fase do processo legislativo na Turquia, mas ainda não há data para a votação.
A Turquia, membro da Otan, atrasou a adesão da Suécia por mais de um ano, acusando o país de ser muito tolerante para com grupos que Ancara considera ameaça à sua segurança, incluindo militantes curdos.
