
Em situação financeira delicada, a Inepar (INEP4) corre o risco de ser “expulsa” na bolsa. Isso porque a B3 decidiu cancelar a listagem da tradicional empresa de engenharia.
A alegação da dona da bolsa é que a companhia deixou de pagar as anuidades de 2022 e 2023. Em comunicado, a Inepar diz que vai tomar medidas para reverter a decisão.
De todo modo, a partir do pregão desta terça-feira (2) as ações da companhia terão negociação exclusivamente por meio de leilão, com fechamento apenas ao final da sessão de negociação.
Ainda de acordo com a decisão da B3, os papéis deixarão de ser negociados na bolsa a partir de 30 de janeiro.
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Em recuperação judicial desde 2015, a Inepar (INEP4) já enfrentou problemas com os regulamentos da B3.
Em 2022, por exemplo, a bolsa chegou a suspender as negociações com as ações da companhia. Na ocasião, a empresa descumpriu as regras para inibir a existência de penny stocks (ações com cotações abaixo de 1 real).
A Inepar vale hoje pouco mais de R$ 175 milhões na bolsa. Entre os acionistas da empresa estão a empresa de resseguros IRB (IRBR3), com 17% das ações com direito a voto, e a CSN (CSNA3), com pouco mais de 4%.

