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Mercado Pago e Stone a salvo? Senacon volta atrás de medidas contra empresas de máquinas de pagamento

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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) decidiu voltar atrás nas medidas contra as empresas de “maquininhas de pagamento”.

A Senacon anunciou que revogou na última sexta-feira (19) a medida cautelar contra as companhias PagBank (ex-PagSeguro), Mercado Pago, Stone e PicPay.

Na semana passada, a Senacon ordenou que as empresas suspendessem a oferta do “parcelado sem juros pirata” – isto é, a cobrança de juros de forma disfarçada dos consumidores.

A decisão da Senacon seguiu a denúncia da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) feita no ano passado de que as quatro empresas supostamente cobravam juros dos consumidores de “forma dissimulada” em alguns de seus produtos.

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Porém, depois de receber os esclarecimentos das empresas, a instituição entendeu que as operadoras estão cumprindo a legislação e não há motivos para a manutenção da medida cautelar.

“As empresas representadas apresentaram os esclarecimentos requisitados por este órgão e demonstraram que o seu modelo de negócio observa o dever de informação aos consumidores e permite diferenciação de preços autorizada por lei”, informou o órgão.

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Vale lembrar que a denúncia da Febraban foi feita em meio às discussões sobre o crédito rotativo em 2023 entre a entidade, as maquininhas independentes e as fintechs sobre as mudanças no crédito rotativo.

A resposta do Mercado Pago e das “maquininhas”

Em resposta às acusações da Febraban, a PagSeguro disse à Senacon que as acusações da Febraban são “enganosas e inverídicas”.

O Mercado Pago afirmou que as modalidades questionadas são legais e praticadas por todo o mercado. Além disso, a suspensão prejudicaria pequenos empresários e, consequentemente, os consumidores.

Por sua vez, a Stone informou que as soluções de pagamento empregadas pela empresa estão de acordo com o mercado e permitem que os varejistas diferenciem os preços cobrados conforme o instrumento de pagamento e o prazo de recebimento.

A empresa ressaltou ainda que tem relação exclusiva com lojistas e não faz cobrança aos consumidores.

Já o PicPay disse que cumpre todas as obrigações de proteção ao consumidor e que as ações dos bancos têm “motivações concorrenciais”.

Pela decisão da Senacon, a medida poderá ser reavaliada se surgirem novos elementos.



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