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Acusado de matar esposa em RP é condenado a 36 anos de prisão
Por: Adalberto Luque
Ivan Nogueira, de 34 anos, acusado de matar a manicure Regiane Carneiro de Moura Silva por asfixia em 2022, foi condenado a 36 anos de prisão em regime fechado. O júri popular foi realizado nesta quinta-feira (21) sem a presença do réu, que está foragido desde o dia da morte da sua esposa.
O julgamento durou cerca de 10 horas. A promotoria pediu a condenação de Nogueira por homicídio com circunstância qualificadora de feminicídio. O advogado Cassiano Figueiredo, responsável pela defesa, sustentou a tese de que teria havido lesão corporal seguida de morte, onde ele não teria demonstrado intenção de matar.
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Ausente ao julgamento, Nogueira teve uma carta escrita por ele lida pela defesa em plenário. No texto, demonstraria arrependimento e afirmava que não teve a intenção de matar a esposa.
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A defesa pretende recorrer. “Já entramos com recurso e vamos para o Tribunal de Justiça de São Paulo, buscando anulação do julgamento, argumentando que a decisão dos jurados foi contrária à prova dos autos. Até mesmo porque, a própria decisão ali foi uma decisão dividida, os jurados ficaram com dúvida. Para nós, continuamos acreditando que se trata de uma lesão corporal seguida de morte”, explicou Cassiano Figueiredo.
Após a sentença, a juíza manteve o mandado de prisão contra Nogueira. O advogado pretende conversar em relação a essa questão. “Vai haver reunião dele [Ivan] com a família. E eles vão poder definir o que vai acontecer, porque a informação que tínhamos é que, condenado por lesão corporal seguida de morte, prontamente se entregaria. Mas a pena ficou muito exacerbada, muito alta mesmo no parâmetro de um homicídio qualificado. Vai ser preciso aguardar para saber o que será definido”, encerra o advogado.
O crime
Regiane foi encontrada morta na casa onde morava com o marido e o filho, no Jardim Jóquei Clube, zona Norte da cidade. Ela tinha 26 anos quando foi morta, no dia 15 de maio de 2022. O pai de Nogueira, que morava na casa ao lado, ouviu barulhos e chamou socorro.

A mulher já estava sem vida quando PM e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegaram ao local. Segundo laudo do Instituto Médico Legal, ela morreu por estrangulamento. O marido fugiu no carro da família, levando o filho do casal, então com três anos.
A Justiça expediu mandado de prisão preventiva, mas Nogueira não foi mais localizado. O filho do casal também não. O carro foi encontrado abandonado em um canavial na cidade de Barrinha seis dias depois do crime.

