Nesta quinta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com alguns vetos, a regulamentação da reforma tributária no Brasil. A reforma visa modernizar o sistema tributário do país, simplificando a cobrança de impostos e criando um ambiente mais eficiente para os contribuintes e para o governo.
De acordo com as novas regras, tributos como PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS deixarão de existir, dando lugar ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IS (Imposto Seletivo). A implementação do projeto está prevista para 2033, visto que foi sancionado no limite do prazo legal.
O projeto passou pela aprovação no Congresso Nacional no final do ano passado, antes do recesso parlamentar.
Vetos
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que os vetos realizados ao projeto são de natureza técnica e não alteram o mérito do que foi decidido pelo Congresso. O objetivo principal dos vetos é prevenir interpretações ambíguas que poderiam levar a disputas judiciais, garantindo maior clareza na aplicação da nova legislação.
Criação do IVA e unificação tributária
Uma das mudanças mais impactantes da reforma é a criação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que reunirá as características do IBS e da CBS. Este novo imposto será aplicado sobre as operações de bens e serviços, com uma alíquota máxima ainda indefinida. Se o limite da alíquota for superado, o governo se comprometerá a reduzir a carga tributária para evitar impactos negativos na economia.
A proposta também prevê a isenção de impostos sobre itens da cesta básica, como arroz, feijão e carnes, visando beneficiar a população de baixa renda. No entanto, produtos como bebidas alcoólicas e refrigerantes, considerados prejudiciais à saúde, terão uma cobrança adicional.
Outros ajustes incluem a expectativa de aumento no preço de automóveis e a redução de impostos sobre armas, o que pode afetar diretamente os preços desses itens no mercado.
A transição para a reforma tributária terá início em 2026. Em 2027, a nova tributação começará com uma alíquota-teste de 0,1% para o IBS e de 0,9% para a CBS. A implantação completa dos dois novos tributos está prevista para 2033, momento em que os consumidores começarão a perceber o impacto financeiro das mudanças.
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