A diferença de custo da cesta básica entre as regiões de Ribeirão Preto chegou a 21,1% em janeiro de 2025, segundo a pesquisa mensal da Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto).
Mesmo com redução de 1,98% no valor médio do kit em relação ao mês de dezembro, a variação regional para os mesmos 13 itens chegou a R$ 137,52. O Centro de Ribeirão Preto é a região da cidade com a cesta básica mais cara, com custo de R$ 788,14 – queda de 0,85% em relação a dezembro.
O levantamento do Instituto de Economia Maurílio Biagi, da Acirp, aponta que a Zona Norte tem a cesta básica mais barata, ao custo de R$ 650,62 – menos 4,85% comparativamente à dezembro.
Já a região Sul de Ribeirão Preto é a segunda com a cesta básica mais cara – R$ 756,61. Contudo, foi onde houve a maior redução de preços – queda de 5,29%.
A maior alta ocorreu na região Oeste, com preço 7,10% acima do registrado em dezembro, totalizando R$ 746,23. Na zona Leste, o valor foi de R$ 732,27, uma redução de 2,10% em comparação ao mês anterior.
O estudo foi realizado no dia 22 de janeiro de 2025 em dez supermercados e quatro padarias em todas as regiões de Ribeirão Preto. Foram coletados os preços dos produtos que compõem a cesta básica de consumo, que são:
- carne bovina (6 kg de alcatra), leite longa vida (7,5 litros), feijão carioca (4,5 kg), arroz branco tipo 1 (3 kg), farinha de trigo (1,5 kg), batata inglesa (6 kg), tomate italiano (9 kg), pão francês (6 kg), café em pó (0,6 kg), banana nanica (90 unidades), óleo de soja (0,8 litro), açúcar cristal (3 kg) e margarina (0,75 kg).
Mais caro
De acordo com o estudo da Acirp, o preço médio dos alimentos está 1,74% mais caro em janeiro de 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado. O analista do Instituto de Economia Maurílio Biagi da Acirp, Lucas Ribeiro, aponta que o café em pó e o tomate italiano são os principais “vilões”.
O café subiu 12,35% em um mês, alta atribuída a fatores climáticos adversos que elevaram os custos de produção sobretudo no Brasil, maior exportador global da commodity.
“A ocorrência de secas prolongadas e geadas severas nas principais regiões produtoras comprometeu o desenvolvimento das lavouras, resultando em menor produtividade e perda de qualidade dos grãos. Esses eventos reduziram a oferta disponível e elevaram os custos, pressionando as cotações internacionais”, explica Ribeiro.
Além disso, segundo o analista, a incerteza climática para a safra de 2025 tem gerado um comportamento especulativo no mercado futuro, intensificando a valorização do produto.
“Os estoques permanecem em níveis reduzidos e a demanda global segue em crescimento, com destaque para mercados emergentes como a China, o que impulsiona ainda mais os preços. O cenário atual sugere manutenção da tendência de alta”, aponta.
SAIBA MAIS
Casal suspeito de ‘desaparecer’ com estoque milionário de café é preso em SP
FIQUE ON
Fique ligado em tudo que acontece em Ribeirão Preto e região. Siga os perfis do acidade on no Instagram e no Facebook.
Receba notícias do acidade on no WhatsApp. Para entrar no grupo, basta clicar aqui.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ribeirão Preto e região pelo WhatsApp: 16 99117 7802.
VEJA TAMBÉM
Nastácio vai voltar para fazenda em Cabocla?