Pacientes que perderam a visão após mutirão de cirurgia passam por avaliação no HC de Ribeirão

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Pacientes que perderam totalmente ou parcialmente a visão, depois de participarem de um mutirão de cirurgia de catarata em Taquaritinga, interior de São Paulo, vieram para o HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão Preto nesta terça-feira (11), para uma avaliação com equipes especializadas.

O objetivo é entender o que pode ter acontecido, qual foi o tipo de lesão que essas pessoas tiveram e se vai ser possível reverter o quadro de cegueira. Na manhã de hoje, seis pacientes realizaram os exames. Os outros seis devem realizar a avaliação nesta quarta-feira (12).

André Messias, médico oftalmologista chefe do setor de cataratas do HC, diz que além da avaliação, todos os envolvidos também estão passando por exames complementares na instituição.

Os pacientes continuam com as queixas de baixa visão. Alguns têm um pouco de dor residual ainda, mas nesse momento nos estamos aguardo avaliação dos exames complementares para saber se há prognostico, se há condições de continuar ou mudar a estratégia terapeuta para eles

André Messias

Esse mutirão de cirurgia aconteceu no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Taquaritinga, em outubro de 2024. Os pacientes relatam que logo após a cirurgia, os sintomas começaram e em poucos dias perderam a visão.

Transplante de córnea

Embora os pacientes tenham sido colocados em uma lista de transplante de córnea, o médico reforça a necessidade de entender como está a situação dos olhos dessas pessoas.

É importante saber como é a viabilidade, como é a integridade funcional das células agora. Porque se pensa muita em fazer o transplante da córnea ou investir em outro tipo de cirurgia para esses pacientes, mas primeiro é importante saber se se esses olhos têm prognóstico e se eles vão conseguir aproveitar uma eventual melhora da transparência ocular

André Messias

Antônio Luiz da Silva, de 73 anos, foi um dos pacientes que perdeu a visão após o procedimento.  Ele conta que após o ocorrido foi afastado do trabalho e não tem mais condições de trabalhar.

Hospital admite erro

A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Santa Casa de Franca, administradora do AME Taquaritinga, informou que concluiu a apuração interna do mutirão que provocou a cegueira dos pacientes. Embora o motivo específico não tenha sido informado, a organização disse que:

Houve uma troca no protocolo assistencial, especificamente no preparo cirúrgico; esse erro foi restrito exclusivamente ao dia 21 de outubro de 2024, afetando 12 pacientes dos 23 operados neste dia

nota emitida pela OSS

Ainda de acordo com a OSS, todos os profissionais diretamente envolvidos no mutirão foram afastados de suas funções e “medidas corretivas foram implementadas para reforçar os protocolos de segurança e evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer” – clique aqui para saber mais.


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