A UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) é a quarta faculdade paulista a adotar uma política de cotas para pessoas transgênero. Antes dela, a UFABC (Universidade Federal do ABC), a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) já haviam adotado a reserva de vagas.
Já no próximo processo seletivo a nova política disponibilizará uma vaga adicional em cada um dos cursos de graduação presenciais.
O programa faz parte de uma série de ações afirmativas implementadas pela instituição desde 2007. A medida visa combater práticas discriminatórias decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e por deficiências. A nova política determina ainda as responsabilidades institucionais da UFSCar para garantir a execução do programa e inclusão das pessoas trans.
“Aprovamos uma política que trará mudanças importantes para uma população que é sistematicamente marginalizada. Sabemos que a luta por respeito e reconhecimento da comunidade LGBTQIA+ é diária e constante, especialmente no país que mais mata pessoas trans no mundo”, afirma Ana Beatriz de Oliveira, reitora da universidade.
Grupo técnico
A implementação da cota é resultado de um grupo de trabalho que reuniu servidores, docentes, estudantes e integrantes do Coletivo de Pessoas Trans da universidade.
Em 2024, a instituição já havia aprovado a Política de Identidade de Gênero. A política garantiu o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis, transexuais, transgêneras, intersexo e não binárias na UFSCar. Com isso, tornou-se irrestrito o uso do nome social nos diferentes espaços institucionais da Universidade.
Política de cotas
Com o objetivo de tornar o ensino superior inclusivo, as políticas de reserva de vagas para diferentes grupos em universidade federais vêm sendo implantadas há alguns anos.
Entretanto, apenas em 2012 as ações afirmativas foram regulamentadas pelo governo federal, com as cotas para pessoas autodeclaradas negras, pardas e indígenas (PPI), estudantes de escolas públicas e com renda per capta de até 1,5 salários mínimos (com informações Isabela Moya/Estadão Conteúdo).
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