IML confirma morte por asfixia de adolescente em Pontal

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Alex desapareceu no dia 1º de junho; corpo foi encontrado uma semana depois, com sinais de extrema crueldade; quatro suspeitos estão presos


Por: Adalberto Luque

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que Alex Gabriel dos Santos, de 16 anos, morreu por asfixia e foi submetido a tortura antes de ser assassinado. O corpo do adolescente foi encontrado no dia 7 de junho, em avançado estado de decomposição, com um saco plástico na cabeça e os braços amarrados para trás com arame farpado. Ele também apresentava marcas de queimaduras nos joelhos e nos pés.

Segundo a Polícia Civil, Alex desapareceu no dia 1º de junho. Familiares registraram boletim de ocorrência após perderem contato com o jovem. As investigações indicam que o adolescente teria encontrado um celular sobre o balcão de um depósito de bebidas e levado o aparelho para casa.

Ao perceber o desaparecimento, o dono do celular descobriu que Alex havia encontrado o aparelho. Junto com outros três homens, ele teria decidido ir até a casa do jovem durante a madrugada. De lá, de acordo com depoimentos, os suspeitos o tiraram e levaram-no para um galpão, onde iniciaram as agressões que culminaram em sua morte.

Vídeo de câmera de segurança mostram Alex e um amigo pouco antes de encontrarem o celular (Foto: Reprodução)

O corpo foi jogado no Rio Pardo e localizado pelo Corpo de Bombeiros apenas em 7 de junho, amarrado a um tronco e com os punhos amarrados com arame farpado. O laudo do IML aponta múltiplas lesões compatíveis com espancamento, além de queimaduras nos pés e joelhos. O laudo também indica que não houve afogamento, o que confirma que ele já estava morto quando foi jogado na água. O saco plástico na cabeça da vítima explica a causa da morte: asfixia mecânica.

Quatro suspeitos foram presos temporariamente. O delegado responsável pelo caso, Cláudio Messias, da Delegacia de Pontal, informou que solicitará à Justiça a conversão da prisão temporária dos investigados em prisão preventiva, com base nas evidências reunidas.

Segundo Messias, os crimes praticados são homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima —, além de tortura e ocultação de cadáver. Os defensores dos suspeitos não foram localizados para falar sobre o laudo do IML.





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