
O MP (Ministério Público) denunciou à Justiça, nesta terça-feira (1º), o médico Luiz Antônio Garnica e sua mãe, Elizabete Arrabaça, pela morte da professora Larissa Rodrigues, envenenada em março deste ano em Ribeirão Preto.
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O promotor Marcos Túlio Nicolino afirma que ambos foram acusados de feminicídio, com três qualificadoras: envenenamento, motivo torpe e cruel e uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima.
O médico também foi denunciado por fraude processual, por alterar a cena do crime no dia em que a professora foi encontrada morta no apartamento do casal, na zona Sul de Ribeirão Preto.
Ainda segundo a denúncia do MP, o médico teria planejado o crime por enfrentar dificuldades financeiras e por não aceitar o fim do casamento, já que ele temia a divisão de bens após a esposa descobrir uma traição.
Luiz teria procurado a mãe, que também passava por dificuldades financeiras, para cometer o crime. O caso agora segue para Justiça analisar e decidir se torna réus o médico e a aposentada.
O interesse inicial era do Luiz, quem arquitetou o plano foi o Luiz. Como os interesses eram convergentes, eles [mãe e filho], acabaram elaborando esse plano […] A Larissa foi sendo envenenada ao longo de dez, 15 dias, em doses menores. Naquela sexta-feira, a Larissa manifestou o desejo de na segunda-feira, procurar um advogado e ali seria o final do relacionamento e a consequente partilha de bens. A Elizabete vai até o apartamento e dá uma nova dose. Presumimos que mais forte, porque a moça veio a morrer de madrugada
Marcus Tulio Nicolino
A defesa de ambos informou que ainda não teve acesso à denúncia. Os dois cumprem prisão temporária, contudo, a Justiça avalia um pedido para transformar a prisão em preventiva.

Filha envenenada
Elizabete Arrabaça também é investigada pela morte da filha Nathalia Garnica, que morreu no dia 9 de fevereiro, em Pontal, cidade na região de Ribeirão Preto.
A Polícia Civil e o Ministério Público começaram a investigar a aposentada, pois, em ambos os casos, ela esteve com as vítimas no dia anterior às mortes.
Eu não quis constar na denuncia porque é um fato distinto, mas ela já havia envenenado a própria filha. Já tinha esse antecedente, que na cabeça deles [mãe e filho] havia dado certo
Marcus Tulio Nicolino
A morte de Nathalia, inicialmente foi tratada como infarto, contudo, a mulher não apresentava histórico de doenças cardíacas. Os casos começaram a ser investigados de forma paralela devido à semelhança e nenhuma das vítimas apresentarem problemas de saúde.
Exames toxicológicos foram realizados e indicaram a presença de chumbinho tanto no corpo de Nathália e Larissa. Elizabete e Luiz foram indiciados pelo assassinato da professora, contudo, as investigações sobre a morte da filha ainda não foram concluídas.
Polícia investiga se Elizabete também envenenou amiga
O ex-marido de Elizabete Arrabaça, Antônio Garnica, disse a Policia Civil que uma amiga dela, identificada como Neuza, passou mal e foi parar na UTI, após tomar um comprimido oferecido por ela.
Encontrei ela na porta do açougue, e começando a conversar, [ela] falou: a Bete veio, queria que eu colocasse um colar dela, mas eu tenho meu colar. Falei que estava mal do estômago. Ela [Elizabete] me deu o comprimido e eu tomei. Cheguei no portão da minha casa e não consegui entrar. Caí, me socorreram e eu fiquei cinco dias na UTI. Fiquei morta
disse o ex-marido Antônio Garnica. Neuza foi madrinha de casamento dele com Elizabete.
Ele, porém, disse que não saberia a data em que Neuza tomou o comprimido, mas que seria de quatro a seis anos atrás. O relato da amiga de Elizabete foi feito há aproximadamente 15 dias, segundo Garnica.
*Com informações da EPTV e g1 Ribeirão Preto e Franca
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