Caso Larissa: médico é transferido para penitenciária na região de Ribeirão Preto

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O médico Luiz Antonio Garnica, acusado de ser o mandante da morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, foi transferido na manhã desta segunda-feira (7) para a Penitenciária de Serra Azul, na região de Ribeirão Preto.

Luiz tem 38 anos e foi preso no dia 6 de maio, junto com a mãe, a aposentada Elizabete Arrabaça, sogra da vítima. Os dois são acusados de matarem Larissa por estarem passando por dificuldades financeiras.

Larissa morreu após ser envenenada e foi encontrada morta no apartamento que morava com o homem na zona Sul de Ribeirão – saiba mais abaixo.

O médico estava preso da Cadeia de São Joaquim da Barra, contudo, foi transferido para a Penitenciária III de Serra Azul, devido a segurança. A aposentada Elizabete Arrabaça continua presa em Votorantim.

Médico e mãe são réus por morte de professora

No dia 3 de julho, a Justiça aceitou a denúncia contra o médico e a mãe dele, pela morte da professora Larissa Rodrigues, ocorrida em março em Ribeirão Preto.

O MP (Ministério Público) acusou os dois por feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além da acusação por feminicídio, Garnica também responde por fraude processual. Ele teria alterado a cena do crime no apartamento onde vivia com Larissa, no dia em que o corpo da professora foi encontrado.

Na mesma decisão, a Justiça determinou a conversão da prisão temporária dos dois em prisão preventiva. O julgamento está previsto para ocorrer em 2026, conforme informou o Ministério Público.

A defesa de Elizabete informou que vai recorrer da decisão e buscar a liberdade da cliente por meio dos instrumentos legais disponíveis. Os advogados de Garnica, porém, não se manifestaram.

Envenenamento foi progressivo, diz MP

De acordo com a denúncia apresentada na última terça-feira (1º), Larissa foi envenenada de forma progressiva com chumbinho. O objetivo, segundo o MP, era provocar um quadro de intoxicação crônica que parecesse natural, com a administração de pequenas doses ao longo de vários dias.

O promotor Marcus Túlio Nicolino afirmou que Larissa manifestou, dias antes da morte, a intenção de procurar um advogado para iniciar a separação e partilha de bens. Segundo ele, a professora teria recebido uma dose mais forte da substância após essa decisão.

A Larissa foi sendo envenenada ao longo de 10, 15 dias, em doses menores. Mas naquela sexta-feira, ela manifestou desejo de já na segunda-feira procurar um advogado. Ali seria o final do relacionamento e a consequente partilha de bens comuns ao casal. A Elizabete vai até o apartamento e, lá, dá uma nova dose, presumimos, mais forte, porque a Larissa vem a morrer na madrugada

destacou o promotor

*Com informações de Bruna Romão/EPTV Ribeirão


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