Casos de dengue chegam a 20.780

Author:


No ano passado, Ribeirão Preto registrou a maior epidemia de dengue da história considerando o número de casos registrados. A cidade fechou 2024 com 44.633 vítimas (dado revisado) do mosquito Aedes aegypti – transmissor da doença, das febres chikungunya e amarela na área urbana e de zika –, maior volume da história da cidade.

Supera em 27,37% o recorde de 35.043 registrado em 2016. São 9.590 a mais. Também soma 32.331 a mais que as 12.302 de 2023, aumento de 262,81%, segundo o Painel de Arboviroses da Secretaria Municipal da Saúde. Apesar de a prefeitura de Ribeirão Preto ter intensificado as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, já são mais de 20 mil casos neste ano

Em 2025, até esta terça-feira, 8 de julho, já são 20.780 casos confirmados – além de 33.013 sob investigação –, contra 40.385 do mesmo período do ano passado (22 pessoas morreram neste intervalo de 2024), 19.605 a menos e queda de 48,55%. Em uma semana, mais 183 pacientes procuraram atendimento na cidade, abaixo dos 187 do período anterior e dos números de maio e abril, quando chegou a 1.162 e 1.738 em sete dias, respectivamente.

Quatro pessoas morreram em junho do ano passado, quando a cidade registrou 3.377 ocorrências não fatais, contra 163 do sexto mês de 2025, sem óbito. São 3.214 a menos, queda de 95,17%. Também caiu 89,67% em relação aos 1.578 de maio, 1.415 a menos. Em janeiro, 3.591 pessoas pegaram dengue em Ribeirão Preto. São 5.625 casos em fevereiro, 6.335 de março e 3.486 casos de abril. Há dois casos em julho..

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, já são onze óbitos por causa da dengue neste ano: quatro em janeiro, outro em fevereiro, quatro em março e dois em abril, entre eles a de um menino de seis anos. As demais vítimas são sete idosos acima de 60 anos – quatro senhoras e três senhores – e três adultos na faixa de 20 a 39 anos, dois do sexo feminino e um dos masculino.

Segundo o Painel de Arboviroses, ainda há dois óbitos em investigação, de um homem e uma mulher acima de 60 anos, ambos de abril. Ribeirão Preto registrou 26 mortes em decorrência de dengue no ano passado – 14 mulheres e doze homens. Não há mais mortes em investigação referente a 2024, quando a cidade superou em 189% o número de mortes do período anterior.

São 17 a mais que os nove de 2023. Desde 2013 já são 80 óbitos por dengue no município. São seis de 2013 e cinco de 2015. Em 2014 não houve mortes na cidade. O número de 26 mortos pelo mosquito Aedes aegypti – vetor da doença, do zika vírus e das febres amarela e chikungunya – do ano passado já é o maior em pelo menos oito anos (desde 2016).

Superou os dez de 2020 em 160%. São 16 a mais. Antes de 2019, a cidade não registrava óbito em decorrência da infecção desde 2016, quando nove pacientes não resistiram aos vírus, segundo o Painel de Arboviroses da Secretaria Municipal da Saúde.

Regiões –
No ano passado, 16.392 tinham entre 20 e 39, outras 11.021 estavam na faixa dos 40 a 59 anos, 7.032 são do grupo entre 10 e 19 anos, 5.524 eram idosos acima de 60 anos, 3.047 crianças de 5 a 9 anos, 1.337 entre 1 e 4 anos e 280 eram bebês com menos de 1 ano de idade.

Em 2025, dos 20.780 casos de dengue confirmados em Ribeirão Preto, 7.848 têm entre 20 e 39 aos, 5.577 pacientes têm entre 40 e 59 anos, 2.730 têm mais de 60 anos, 2.757 são do grupo de 10 a 19 anos, 1.155 são crianças de 5 a 9 anos, 582 têm entre 1 e 4 anos e 131 vítimas tem menos de 1 anos.

Em 2024, a cidade registrou 13.277 casos na Zona Leste, além de 10.724 na Oeste, 8.677 na Norte, 6.611 na Sul e 5.344 na Central. Neste ano, são 6.344 na Zona Leste, 5.027 na Oeste, 4.098 na Sul, 2.694 na Central e 2.611 na Norte, além de seis sem identificação.

Ribeirão Preto fechou 2023 com 12.302 casos de, 4.820 a mais que os 7.482 do período anterior, crescimento de 64,42%. Em pouco mais de 16 anos, a cidade já registrou 225.282 casos de dengue. Foram contabilizadas 316 ocorrências de febre chikungunya em 2024, onze importadas. Uma pessoa morreu. No ano anterior, foram 121, sendo 107 autóctones. São 200 em 2025, três importados.



Source link

Leave a Reply