Corpo de cachorra de Nathalia é exumado

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Por: Adalberto Luque

Foi realizada, na manhã desta quinta-feira (10), a exumação no corpo da cachorrinha Babi, que tinha quatro anos e pertencia a Nathalia Garnica e morreu 15 dias antes de sua tutora. A Polícia Civil suspeita que Babi tenha sido envenenada por chumbinho.

O corpo da cachorrinha estava sepultado na casa do pai de Larissa Talle Leôncio Rodrigues, na cidade de Pontal, região metropolitana de Ribeirão Preto. Larissa foi morta por envenenamento e os principais suspeitos do crime são sua sogra, Elizabete Arrabaça e seu marido, Luiz Antônio Garnica.

Por volta de 10h00, policiais civis e peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto, acompanhados de um coveiro, iniciaram o trabalho. Um dos defensores de Elizabete, João Pedro Damasceno, acompanhou os trabalhos.

O advogado disse que Elizabete nega todos os fatos, inclusive o envenenamento da cachorra e que, para todos os fins, ela é inocente. Segundo o delegado Fernando Bravo, da Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), os trabalhos foram feitos sem maiores problemas.

Delegado Fernando Bravo e investigadores se deslocaram para Pontal logo cedo, para acompanhar a exumação (Foto: Alfredo Risk)

Bravo disse que o cão estava em avançado estado de decomposição, mas foram encontrados ossos e pelos, que foram coletados. O material será enviado para o Instituto de Criminalística (IC), em São Paulo.

O laudo, comprovando se houve ou não envenenamento, pode levar até um mês. Segundo Bravo, se confirmado o envenenamento, ele pretende indiciar Elizabete, neste caso, por maus-tratos a animais.

Risco de vida

O principal defensor de Elizabete, Bruno Correa Ribeiro, não acompanhou a exumação porque tinha agendado uma visita virtual para sua cliente, que está presa na Penitenciária de Votorantim, região de Sorocaba. Segundo Bruno, Elizabete está correndo risco de vida.

Ele conta que sua cliente saiu da Cadeia Pública de São Joaquim da Barra sob pretexto de que a unidade carcerária não oferecia condições de cuidar da saúde da mulher, que sofreria de várias enfermidades, entre elas diverticulite e hipertensão, entre outras.

“Em Mogi Guaçu acho que foi pior”, lamenta Ribeiro. O advogado relata que precisou recorrer ao judiciário para garantir que a mulher fosse medicada, atendida e consultada. Na última solicitação, antes da resposta da penitenciária, Elizabete foi transferida para a Penitenciária de Votorantim.

Lá também o advogado precisou recorrer à Justiça, sob pena de desobediência, para que a unidade prisional passasse informações. E ele foi informado de que Elizabete passaria por vários exames nesta quarta-feira (9).

Na manhã desta quinta-feira, ao indagar sua cliente, Ribeiro ficou sabendo que ela não fez nenhum exame. “Ela está correndo risco de vida. Independente se ela é acusada ou investigada em um ou mais crimes, está sob a tutela do estado, que tem que cuidar da situação do preso, o que não está acontecendo”, conclui o advogado.

 

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