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Ribeirão Preto libera início das obras em escolas de PPP do governo estadual

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A Prefeitura de Ribeirão Preto anunciou nesta quarta-feira (23) a construção de duas escolas pelo modelo de PPP (Parceria Público-Privada) do governo estadual. As duas unidades serão erguidas no Jardim Cristo Redentor.

O alvará que autoriza o início das obras foi assinado pelo prefeito Ricardo Silva (PSD) e por Elísio Alcântara Neto, presidente da holding Aedifica. A PPP será operada pelo Consórcio Novas Escolas Oeste SP, que venceu o leilão do lote Oeste com 17 escolas, por R$ 11,9 milhões.

As escolas serão voltadas ao ensino em tempo integral e terão capacidade para atender mais de 2 mil alunos. As unidades fazem parte da fase 1 do projeto, com previsão de entrega para junho de 2026.

Sustentabilidade

A Prefeitura de Ribeirão Preto foi responsável pela doação da área onde os prédios serão construídos, com tamanho de 15,5 mil metros quadrados.

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As escolas seguirão princípios de sustentabilidade ambiental, com infraestrutura voltada à captação de energia solar, reaproveitamento da água da chuva e gestão dos resíduos produzidos pelas atividades escolares.

Polêmica

Embora as escolas sejam construídas pelo consórcio vencedor da PPP, a gestão pedagógica da unidade de ensino continuará sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo.

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O leilão chegou a ser questionado na Justiça em ação movida pela Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual), por entender que o modelo da PPP configuraria na privatização do ensino público. Contudo, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) liberou o prosseguimento do projeto.

No último mês de junho, em entrevista ao acidade on Ribeirão, o secretário executivo da Educação de São Paulo, Vinícius Mendonça Neiva, negou que a PPP significa a terceirização das escolas.

Para o secretário executivo, a PPP é uma forma de centralização administrativa para simplificar a gestão de serviços.

“O que existe hoje, por exemplo, são contratos de alimentação escolar, de limpeza e de fornecimento de insumos para cada escola. Todos esses contratos são de empresas terceirizadas. O que a gente está tentando fazer é uma simplificação administrativa mantendo tudo em apenas um único contrato”, disse.

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