
No ano passado, Ribeirão Preto registrou a maior epidemia de dengue da história considerando o número de casos registrados. A cidade fechou 2024 com 44.641 vítimas (dado revisado) do mosquito Aedes aegypti – transmissor da doença, das febres chikungunya e amarela na área urbana e de zika –, maior volume da história da cidade.
Supera em 27,39% o recorde de 35.043 registrado em 2016. São 9.598 a mais. Também soma 32.339 a mais que as 12.302 de 2023, aumento de 262,88%, segundo o Painel de Arboviroses da Secretaria Municipal da Saúde. Apesar de a prefeitura de Ribeirão Preto ter intensificado as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, já são mais de 21 mil casos neste ano.
Em 2025, até esta quarta-feira, 30 de julho, já são 21.107 casos confirmados – além de 33.782 sob investigação –, contra 41.150 do mesmo período do ano passado (22 pessoas morreram neste intervalo de 2024), 20.043 a menos e queda de 48,71%. Em uma semana, mais 127 pacientes procuraram atendimento na cidade, acima dos 81 do período anterior e bem abaixo dos números de maio e abril, quando chegou a 1.162 e 1.738 em sete dias, respectivamente.
Quatro pessoas morreram em junho do ano passado, quando a cidade registrou 3.377 ocorrências não fatais, contra 342 do sexto mês de 2025, sem óbito. São 3.035 a menos, queda de 89,87%. Em parte por causa da estiagem, também caiu 78,46% em relação aos 1.588 de maio, 1.246 a menos. Em janeiro, 3.605 pessoas pegaram dengue em Ribeirão Preto. São 5.730 casos em fevereiro, 6.335 de março e 3.482 casos de abril. Há 25 casos em julho.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, já são onze óbitos por causa da dengue neste ano: quatro em janeiro, outro em fevereiro, quatro em março e dois em abril, entre eles a de um menino de seis anos. As demais vítimas são sete idosos acima de 60 anos – quatro senhoras e três senhores – e três adultos na faixa de 20 a 39 anos, dois do sexo feminino e um dos masculino.
Segundo o Painel de Arboviroses, o caso de mulher acima de 60 anos que estava sob investigação descartou a dengue como causa do óbito. Há apenas um agora sob avaliação, de um homem da mesma faixa etária, de abril. Ribeirão Preto registrou 26 mortes em decorrência de dengue no ano passado – 14 mulheres e doze homens. Não há mais mortes em investigação referente a 2024, quando a cidade superou em 189% o número de mortes do período anterior.
São 17 a mais que os nove de 2023. Desde 2013 já são 80 óbitos por dengue no município. São seis de 2013 e cinco de 2015. Em 2014 não houve mortes na cidade. O número de 26 mortos pelo mosquito Aedes aegypti – vetor da doença, do zika vírus e das febres amarela e chikungunya – do ano passado já é o maior em pelo menos oito anos (desde 2016).
Regiões – Em 2025, dos 21.107 casos de dengue confirmados em Ribeirão Preto, 7.986 têm entre 20 e 39 aos, 5.671 pacientes têm entre 40 e 59 anos, 2.764 têm mais de 60 anos, 2.795 são do grupo de 10 a 19 anos, 1.169 são crianças de 5 a 9 anos, 587 têm entre 1 e 4 anos e 135 vítimas tem menos de 1 anos. Neste ano, são 6.472 na Zona Leste, 5.070 na Oeste, 4.130 na Sul, 2.722 na Central e 2.708 na Norte, além de cinco sem identificação.
Ribeirão Preto fechou 2023 com 12.302 casos de, 4.820 a mais que os 7.482 do período anterior, crescimento de 64,42%. Em pouco mais de 16 anos, a cidade já registrou 226.613 casos de dengue. Foram contabilizadas 316 ocorrências de febre chikungunya em 2024, onze importadas. Uma pessoa morreu. No ano anterior, foram 121, sendo 107 autóctones. São 202 em 2025, três importados.