
Por: Adalberto Luque
A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira (1º) uma mega operação contra uma quadrilha especializada em desviar cargas de caminhões e registrar boletins de ocorrência (BOs) de roubo. As ações foram realizadas em 10 cidades dos estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná.
De acordo com o delegado Rafael Faria Domingos, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Barretos, o objetivo foi cumprir 8 mandados de prisão e 128 de busca e apreensão nos três estados.
A Operação “Falso Roubo” foi coordenada pela delegacia de Guaíra, com apoio da DIG e DISE da Delegacia Seccional de Barretos, Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guaíra, Grupo de Operações Especiais (GOE) da Divisão Especializada de Investigações Criminais de Ribeirão Preto e demais Delegacias Seccionais que integram o Departamento de Polícia Judiciária do Interior-3 (Deinter-3). Também participaram policiais civis do Paraná e Santa Catarina.

De acordo com o delegado, as investigações começaram em maio de 2024, quando policiais civis de Guaíra prenderam o motorista de um caminhão com adulteração de sinal identificador.
“[Foi] uma operação para desarticular uma quadrinha, uma organização criminosa que praticou uma série de desvios de cargas no estado de São Paulo. As investigações se iniciaram a partir da prisão em flagrante de um motorista que tentava carregar um caminhão adulterado numa empresa da cidade de Guaíra”, explicou Domingos.
A partir da prisão, as investigações realizadas pela Delegacia de Guaíra prosseguiram. “Foram identificados oito motoristas que se disponibilizavam para recolher cargas em diversas empresas através de um aplicativo. Recolhiam as cargas e em seguida, desviavam e vendiam essas cargas e registravam falsas ocorrências de roubos no estado de São Paulo”, acrescentou o delegado.
Além dos oito motoristas principais, a investigação apontou que proprietários de caminhões e semirreboques facilitavam as operações ilícitas. A organização criminosa atuava de forma estruturada, com divisão clara de tarefas entre seus integrantes.

Os policiais civis descobriram 15 boletins de ocorrência falsos registrados pelos integrantes do grupo somente entre setembro de 2023 e abril de 2024. A narrativa era sempre a mesma: haviam sido rendidos por três ou quatro criminosos armados, levados para locais ermos e depois liberados com os veículos já sem as cargas.
O delegado informou que o prejuízo é superior a R$ 4 milhões. Além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, a Justiça determinou o sequestro dos veículos utilizados nos crimes, incluindo caminhões, tratores e semirreboques e bloqueio de valores bancários dos investigados até o limite do prejuízo causado às vítimas.
Um preso
Os mandados foram cumpridos nas cidades de Londrina, Mandaguari, Sertanópolis, Foz do Iguaçu e Curitiba, todas no Paraná, Canoinhas e Balneário Piçarras, ambas em Santa Catarina e nas cidades de Sertãozinho, Ribeirão Preto e Franca, no estado de São Paulo.
Um dos investigados foi preso temporariamente em Sertãozinho. Os outros alvos não foram localizados. Segundo Domingos, as investigações prosseguem com o objetivo de localizar e prender os demais integrantes e descobrir outros membros do esquema.
Os investigados irão responder pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude, receptação qualificada, falsa comunicação de crime, falsificação de documento público e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
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