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Morre Arlindo Cruz, ícone do samba, aos 66 anos

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O cantor, compositor e multi-instrumentista Arlindo Domingos da Cruz Filho, conhecido como Arlindo Cruz, faleceu hoje aos 66 anos no Rio de Janeiro. A confirmação foi feita por sua esposa, Babi Cruz.

Arlindo sofreu um Acidente Vascular Cerebral hemorrágico em março de 2017. Após uma longa internação que durou cerca de um ano e meio, passou a conviver com graves sequelas e enfrentou múltiplas hospitalizações, sem mais retornar aos palcos.

Nos meses recentes, ele estava internado em um hospital no Rio enfrentando um quadro de pneumonia, o qual se agravou nos últimos dias.

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A família divulgou um comunicado de pesar ao público: “Mais do que um artista, Arlindo foi um poeta do samba, um homem de fé, generosidade e alegria… Sua voz, suas composições e seu sorriso permanecerão vivos na memória e no coração de milhões de admiradores.”

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Legado artístico

Nascido no Rio de Janeiro em 14 de setembro de 1958, Arlindo ganhou destaque ao participar da formação do Grupo Fundo de Quintal, sucedendo Jorge Aragão, com quem gravou sucessos como “Seja sambista também” e “Só Pra Contrariar”.

Sua carreira solo também foi marcada por álbuns como MTV Ao Vivo (2009), Batuques e Romances (2011) e Batuques do Meu Lugar (2012), com participações especiais de artistas como Alcione, Caetano Veloso e Zeca Pagodinho.

Compositor prolífico, Arlindo teve mais de 500 músicas gravadas por outros artistas e escolas de samba, especialmente o Império Serrano, onde colaborou com sambas-enredo vitoriosos nos anos 1990 e 2000.





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