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Quadrilha faturava milhões em bar de Ribeirão

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Alfredo Risk e  
Adalberto Luque 
 
Seis pessoas foram presas, na manhã desta quarta-feira, 13 de agosto, no âmbito da Operação Ribeirão contra o Tráfico. São investigadas por integrar uma grande organização criminosa movimenta milhões de reais com o comércio ilegal de entorpecentes, com sede em Ribeirão Preto. Em um período de apenas seis meses, um bar no bairro Ipiranga, na Zona Norte, faturou R$ 4 milhões para a quadrilha 
 
As investigações tiveram início após a prisão de quatro pessoas por tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo, em junho do ano passado. O quarteto foi condenado, mas o monitoramento de outros envolvidos e atividades suspeitas prosseguiram.  
 
A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Dise/Deic) monitorou as ações de outras pessoas ligadas aos condenados e, nesta quarta-feira, deflagram a Operação Ribeirão contra o Tráfico. 
 
Segundo o delegado Diógenes Santiago, da Dise, a investigação aponta que as pessoas estavam envolvidas com o grupo preso e operavam um esquema para lavagem de dinheiro, movimentações bancárias, manipulação de capitais, compra e recebimento proveniente do tráfico de drogas, sempre em grandes valores. 
 
“Num bar do Ipiranga [Zona Norte], detectamos movimentação bastante atípica de entrada e saída de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. Apenas num espaço de seis meses movimentou mais de R$ 4 milhões. Hoje [ontem], cumprindo mandado de busca com o proprietário do bar, foram apreendidos mais de R$ 38 mil em espécie, bem como apreendidas algumas máquinas de caça-níqueis no interior daquele bar”, revela Santiago. 
 
Os investigados, além de operar contas bancárias usadas para pagamento e recebimento de dinheiro ilícito, também negociavam drogas com a associação criminosa de forma constante e em grandes quantidades. O delegado também informou que, durante as investigações, constatou-se que o grupo movimentou aproximadamente quatro toneladas de maconha e cocaína em 2024. 
 
“Também foi preso, de forma temporária, o responsável por um estabelecimento que fazia o comércio legalizado de microtubos (produtos farmacêuticos). Porém, as investigações demonstraram que ele tinha ciência de que estaria fornecendo esses microtubos para traficantes da cidade de Ribeirão Preto e região”, observa o delegado. 
 
A operação reuniu 70 policiais civis e 20 viaturas com o objetivo de cumprir sete mandados de prisões temporárias e 17 de busca e apreensão. De acordo com o delegado, seis pessoas foram presas temporariamente e levadas até a sede da Dise/Deic para prestar depoimento.  
 
Depois, seguiram para unidade prisional, ficando à disposição da Justiça de Ribeirão Preto. Foram presos três homens e três mulheres. Ela são parentes dos suspeitos presos em 2024 e já condenados. Entre os homens estão o dono do bar e o fabricantes dos pinos. Além de 14 máquinas caça-níqueis, foram apreendidos também 2,3 milhões de microtubos vazios e R$ 38,2 mil em cédulas. O dinheiro estava escondido na casa do dono do bar ligado ao grupo. 
 
Para Santiago, não resta dúvida de que os presos na Operação Ribeirão contra o Tráfico estão diretamente ligados ao grupo detido no ano passado – o fornecedor de microtubos, quem empresta a conta bancária para movimentação, as pessoas que fazem os recebimentos e movimentam tais contas e aqueles que negociavam a compra e venda dos entorpecentes.  
 
As investigações prosseguem. Os envolvidos devem responder por tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O dono do bar ainda pode ser indiciado por exploração de jogo de azar. 





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