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Setor da bioenergia reúne 18 mil empresas na região e fatura mais de R$ 37 bilhões

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O mapeamento da Cadeia Produtiva de Equipamentos para Fabricação de Biocombustíveis e Bioenergias apontou que existem 18,6 mil empresas do ramo em 16 municípios no entorno de Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto. Ao todo, essas empresas faturam mais de R$ 37,1 bilhões em 2024.

O levantamento realizado pela Markestrat foi apresentado pelo Ceise Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis) nesta quinta-feira (14), na Fenasucro & Agrocana.

Os dados analisados são referentes a empresas instaladas em: Barrinha, Brodowski, Cravinhos, Dumont, Guariba, Jaboticabal, Luís Antônio, Matão, Pontal, Ribeirão Preto, Jardinópolis, Pitangueiras, Sertãozinho, Serrana, Pradópolis e Viradouro.

O estudo

O mapeamento detalha a dimensão e a relevância da indústria de base voltada à bioenergia no interior paulista, com dados sobre faturamento, exportações, empregos, massa salarial e portfólio produtivo.

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“O mapeamento mostra, com números concretos, o potencial da nossa indústria como fornecedora estratégica para a produção de biocombustíveis e outras bioenergias. Esse diagnóstico é fundamental para orientar políticas públicas, atrair investimentos e valorizar a força da nossa cadeia produtiva”, afirma Rosana Amadeu, presidente do CEISE Br.

Uma cadeia produtiva robusta e especializada

A CPL Bioenergia reúne 18,6 mil empresas em 16 municípios no entorno de Sertãozinho, que juntas faturaram R$ 37,1 bilhões em 2024 e empregam mais de 105 mil trabalhadores, com massa salarial de R$ 4,1 bilhões. Os salários médios são 20,4% superiores aos da média regional e a escolaridade da força de trabalho é 12% mais alta, sinalizando maior qualificação técnica.

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O segmento Máquinas e Equipamentos lidera em faturamento, com R$ 24,4 bilhões, 27,6 mil empregados e a maior densidade empresarial da cadeia. Trata-se do núcleo industrial que sustenta a operação das usinas, fornecendo tecnologias essenciais para todas as etapas da produção de biocombustíveis e bioenergias.

Gargalos

O mapeamento também identifica gargalos que, se superados, podem acelerar o crescimento da CPL. Entre eles:

  • Acesso limitado a crédito para modernização e inovação;
  • Tributação elevada e complexa, que compromete competitividade;
  • Escassez de mão de obra qualificada em áreas técnicas;
  • Ausência de políticas públicas robustas para bens de capital da bioenergia;
  • Concorrência predatória e câmbio instável;
  • Barreiras logísticas para exportação e distribuição nacional.

“Estamos falando de um polo industrial com vocação natural para liderar a bioeconomia brasileira. Temos empresas capazes de fornecer soluções para o mundo, mas precisamos de políticas consistentes, financiamento acessível e qualificação contínua”, completa Rosana.

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