Conheça modalidades presentes no rodeio da Festa do Peão de Barretos

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A Festa do Peão de Barretos começa nesta quinta-feira (21) e comemora os 70 anos do maior evento do gênero na América Latina. A edição que celebra as sete décadas do evento também marca o retorno à arena de modalidades do laço, como o team roping, após 15 anos, e a estreia do breakway roping, exclusiva para mulheres.

Segundo a direção de provas, serão distribuídos R$ 1,4 milhão em prêmios aos vencedores de nove modalidades, entre elas a montaria em touro. Competidores do Brasil e convidados do México e dos Estados Unidos participarão do Rodeio Internacional, marcado para o segundo fim de semana da festa.

Veja todas as modalidades que fazem parte do rodeio e o que consiste cada uma delas.

Sela Americana

É o estilo de montaria em cavalos mais tradicional do rodeio mundial. Foi aí que tudo começou em meados da segunda metade do século XIX nos Estados Unidos.

O competidor segura um “cabo de cabresto” com cerca de 1,20m com apenas uma das mãos. Caso isso não ocorra será desclassificado. As esporas “são puxadas” para trás, obrigando o competidor a flexionar o joelho, na frequência do pulo do animal. O tempo regulamentar é de oito segundos. Como em todas as modalidades de montaria a avaliação varia de 0 a 100 pontos.

Bareback

Estilo que também nasceu nos Estados Unidos, só que mais recentemente. Usa-se um equipamento – bareback – que consiste em uma alça de couro que é feita sob medida para cada competidor que é colocada na altura da cernelha do animal e o mesmo “monta” diretamente sobre o dorso do animal.

As esporas são puxadas no sentido do pescoço para o bareback, o que faz com que o competidor fique praticamente “deitado” sobre o dorso do animal. A nota também varia de 0 a 100 pontos desde que o competidor suporte o tempo regulamentar que é de 8 segundos.

A principal diferença entre a sela americana e o bareback está no equipamento utilizado e na posição do peão. Na sela americana, o peão monta com uma sela e segura em um cabo preso ao cabresto, enquanto no bareback, o peão monta diretamente sobre o dorso do cavalo, com uma alça de couro na cernelha, e segura em um cabo preso à essa alça. Além disso, na sela americana, o peão usa esporas e deve rolá-las no pescoço do cavalo para marcar pontos, enquanto no bareback, as esporas são puxadas no sentido da alça

Cutiano

Estilo de montaria em cavalos praticado apenas no Brasil. O nome cutiano provém do formato do arreio em “v” ao contrário. O competidor segura a rédea com apenas uma das mãos, sendo que a livre também não pode tocar em nada como na montaria em touros. A espora tem que ser “puxada” do pescoço para a alça do arreio na frequência do pulo do animal. Enquanto mais alta, melhor a nota. O tempo regulamentar também é de oito segundos e a variação da nota de 0 a 100 pontos.

Team Penning

É uma modalidade de apartação, muito comum na lida, no dia a dia das fazendas. Os animais são numerados três a três (três com o número 01, três com o número 02, etc) – normalmente usam-se 30 animais que são colocados do lado oposto a um curral que é montado na arena.

É disputada por um trio (normalmente formado por familiares/amigos), que tem a função de “tirar” do lote os 3 animais cujo número foi sorteado “na hora”. Entre o curral, bem próximo a ele, no sentido dos animais, há uma linha imaginária (linha de arbitragem).

Caso ultrapasse mais de 4 animais após essa linha, será considerado “estouro” de boiada e por consequência sem aproveitamento técnico. É uma prova de fácil entendimento e dura no máximo 60 segundos.

Touro

É considerada a modalidade mais radical do rodeio mundial. Foi introduzida em nosso país no fim da década de 70. O competidor segura a corda americana – que envolve o corpo do animal – com apenas uma das mãos.

A outra – que fica livre – que denominamos “mão de equilibrio” não pode tocar em nada, nem no próprio corpo, cerca/arena ou no lombro/corpo do animal. Caso isso ocorra será considerado apelo – sem aproveitamento técnico, nota zero.

Outro tipo de apelo é quando o competidor às vezes até involuntariamente “encaixa” a espora na corda americana que na gíria chamamos de “montar nos nós”.

Os juízes levam em consideração na avaliação de uma montaria o grau de dificuldade que o animal impõe ao competidor, enquanto maior, melhor a nota, desde que demonstre total domínio sobre o mesmo e suporte o tempo regulamentar que é de 8 segundos e varia de 0 a 100 pontos. Não é permitido o uso de quaisquer equipamentos que venham provocar maus tratos/lesões aos animais.

Três Tambores

Com até milésimos de segundos, valendo a competição, a prova é feminina conta com um sistema totalmente eletrônico. Ao ultrapassar a linha imaginária que liga um conjunto de fotocélula o cronometro é automaticamente disparado.

A competidora tem que contornar 3 tambores dispostos de forma triangular no menor tempo possível. Caso venha derrubar algum tambor ela será penalizada em 5s por tambor derrubado. Logo após a sua apresentação ela tem o seu animal vistoriado.

Se tiver alguma marca proveniente de chicote/espora fora de padrão será automaticamente desclassificada. Para dar uniformidade à prova, a competidora com sua tralha deverá pesar no mínimo 65kg.

Breakaway Roping

A modalidade é praticada por mulheres e a tradução mais justa para o termo é “laçada que se abre”.

Uma prova considerada nova no Brasil, ela é uma variação do laço de bezerro, na qual o percurso é cronometrado e as amazonas desafiam-se para saber quem consegue laçar o bezerro primeiro e completar as tarefas da modalidade.

O laço utilizado no Breakaway Roping é feito para ser quebrado e dessa forma, ele se rompe com a força do animal. A competidora que realiza suas tarefas no menor tempo é a grande vencedora da competição.

SAIBA MAIS
Festa do Peão de Barretos: Confira programação completa de shows e rodeio

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