Bruno Carlos Orioli, suspeito de envolvimento nas mortes do tio, Rogério Salomão, e da advogada Lilian Cláudia Jorge, afirma que não estava no local no momento do crime. O caso ocorreu em outubro do ano passado, em Jardinópolis, na região de Ribeirão Preto.
Ele, o pai, Carlos Alberto Orioli Salomão, e o funcionário da família, Wagner Queiroz dos Nascimento, foram presos na manhã desta quarta-feira (20), em Jacobina-BA.
Todos tiveram a prisão preventiva decretada e estavam foragidos há nove meses. Segundo as investigações, a motivação estaria ligada a uma disputa por herança.
À EPTV, o advogado Daniel Rondi disse que, no dia e na hora do crime, Bruno estava discutindo com outros advogados se poderia assinar um documento que Lilian havia pedido.
Rondi ainda afirma que o acusado estava tratando exclusivamente da entrega da chave e que estava com o corretor em frente ao galpão onde o crime aconteceu.
Ele, Bruno, estava tratando exatamente da entrega efetiva dessa chave e, no momento dos disparos, não estava no palco de onde aconteceram os disparos. Ele estava com o corretor na frente do imóvel
Ele ainda afirma que Bruno voltou para o imóvel após ouvir o primeiro disparo, porque achou que o pai teria sido baleado.

O que dizem os outros acusados?
O advogado de Carlos Salomão e Wagner Queiroz diz que ainda não conversou com os clientes e que não sabe a versão deles sobre o crime. Os três devem ficar presos até o dia do julgamento.
O caso
O empresário Rogério Salomão e a sua advogada, Lilian Cláudia Jorge, foram alvos de pelo menos 14 disparos, no dia 30 de outubro de 2024, dentro do supermercado desativado que pertence à família do empresário, em Jardinópolis, na região de Ribeirão Preto.
Segundo o Boletim de Ocorrência, Rogério e a advogada Lilian foram até o galpão e se encontraram com Carlos Salomão para receber dele a chave do imóvel e firmar um termo de entrega do local e termo de vistoria de saída.
Por volta das 10h30, Rogério e Lilian foram baleados por cerca de 14 disparos de arma de fogo. Indícios no local mostram que o crime aconteceu em um compartimento localizado nos fundos do imóvel. As vítimas foram socorridas, mas não resistiram.
Perto de onde Lilian foi baleada, os peritos encontraram e apreenderam alguns documentos, como um “Termo de Entrega de Chaves de Imóvel Comercial” e um “Termo de Vistoria de Saída”, mas sem nenhuma assinatura.
As investigações apontam uma disputa entre herdeiros de Márcio Salomão, dono da rede de supermercados em Jardinópolis que morreu em 2022. Ele teve seis filhos, quatro deles de um casamento, entre eles Rogério, e dois fora dele – Carlos e Diego Salomão.
Peritos encontraram dezenas de cápsulas de armas calibre 9 milímetros e 380, além de marcas de sangue a cerca de 4 metros de distância de onde as vítimas teriam sido alvejadas.
*Com informações da EPTV e g1 Ribeirão Preto
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