‘Em Dumont não faz mal, aqui em Ribeirão faz?’: comerciantes reagem após apreensão de queijos

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A apreensão de 270 kg de queijos artesanais no Mercadão Central de Ribeirão Preto, nesta segunda-feira (25), gerou reclamações entre os comerciantes, que alegam não ter alternativas.

Comerciantes afirmam que a exigência de certificações dificulta a venda de produtos artesanais no município. Segundo eles, Ribeirão Preto não conta com produtores cadastrados no SIM, o que inviabiliza a regularização.

Em Dumont, Santo Antônio da Alegria, não faz mal. Aqui em Ribeirão faz? Não existe. Lá, ele está inspecionado, paga os impostos dele lá, então a gente precisa dessa ajuda. Que autorize a trabalhar com o Selo de Inspeção Municipal

declarou Ricardo Ariane Reis, um dos comerciantes autuados

Ricardo Ariane Reis, um dos comerciantes autuados. - Foto: Reprodução/EPTV
Ricardo Ariane Reis, um dos comerciantes autuados. – Foto: Reprodução/EPTV

Outro comerciante, Claiton Ramos, que também teve queijos apreendidos, disse que existe dificuldade para encontrar fornecedores certificados, já que grande parte da produção é familiar e artesanal.

Hoje o mercado enfrenta essa barreira. A maioria dos produtores trabalha de forma artesanal e não tem certificação

explica.

Clayton Ramos, comerciante do Mercadão – Foto: Reprodução / EPTV

A fiscalização da Vigilância Sanitária ocorreu em cinco bancas e recolheu produtos como queijos meia cura, muçarela palito e manteiga de garrafa. De acordo com o órgão, os itens estavam sem identificação, sem data de validade e sem selos obrigatórios, como o SIM, o Selo de Inspeção Federal (SIF) ou o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA).

Todo o material foi inutilizado e encaminhado ao aterro sanitário.

O que diz a Prefeitura?

Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que comerciantes e fornecedores do Mercadão Central foram orientados desde fevereiro sobre a necessidade de certificar os produtos vendidos no local.

Segundo a administração municipal, a Vigilância Sanitária e o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, estabeleceram prazo até 6 de agosto para a regularização, o que não ocorreu.

O SIM também solicitou uma análise microbiológica dos queijos para comprovar a segurança do consumo humano, mas a determinação não foi atendida, conforme a Prefeitura.


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