
A Associação Núcleo de Postos de Ribeirão Preto e região divulgou nesta sexta-feira (30) nota de apoio à Operação Carbono Oculto, ação que investigou e desmantelou atividades ilegais no setor de combustíveis, incluindo empresas da região de Ribeirão Preto.
Segundo a associação, a atuação do Estado é fundamental para coibir práticas que comprometem a confiança do consumidor e afetam a competitividade do mercado. A entidade ressaltou que operações conduzidas dentro da legalidade permitem diferenciar empresas que seguem as normas daquelas que adotam práticas irregulares.
A Operação Carbono Oculto é a maior ofensiva já registrada no Brasil contra a infiltração do crime organizado na economia formal. A ação foi deflagrada na quinta-feira (28) e mobilizou 1.400 agentes públicos em dez estados.
O objetivo da operação é desarticular um esquema sofisticado de fraudes, lavagem de dinheiro e sonegação tributária comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
Como era o esquema?
De acordo com as investigações, entre 2020 e 2024, o esquema movimentou mais de R$ 10 bilhões em importações de metanol e R$ 52 bilhões em movimentação financeira de postos de combustíveis em todo o país.
A fraude começava na importação irregular do metanol, que chegava ao país pelo Porto de Paranaguá-PR e não era entregue aos destinatários indicados nas notas fiscais, sendo desviado e transportado clandestinamente para outro lugar.
Nos postos, o produto era misturado à gasolina e vendido ao consumidor final (fraude qualitativa) ou os clientes recebiam menos combustível do que pagavam (fraude quantitativa).
Os postos de combustíveis alvos da Operação Carbono Oculto utilizavam até 90% de metanol na gasolina e no etanol, enquanto o permitido pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) é de 0,5%.
Segundo as investigações, as irregularidades foram identificadas em diversas etapas do processo de produção e distribuição de combustíveis, atingindo mais de 300 postos.
Ligação com queimadas
O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) abriu uma investigação para apurar possível relação entre o PCC e as queimadas que atingiram a região de Ribeirão Preto no ano passado.

A suspeita surgiu após a descoberta de usinas sucroalcooleiras controladas pela facção criminosa na região. Segundo as informações, a organização criminosa obrigava fazendeiros a venderem terras.
Uma das suspeitas é que o fogo colocado entre agosto e setembro do ano passado foi proposital. Essa seria uma maneira da organização criminosa de ameaçar quem não queria negociar a plantações.
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