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Câncer ginecológico soma 30 mil casos anuais; médica de Ribeirão Preto alerta para prevenção

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O Brasil registra cerca de 30 mil novos casos de câncer ginecológico por ano, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Entre eles, o câncer do colo do útero lidera as estatísticas, com 16.590 diagnósticos anuais, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

O câncer de ovário aparece com 6.650 casos, enquanto o de corpo uterino soma 6.540 diagnósticos.

Diante desse cenário preocupante, o acidade on conversou com a médica ginecologista e obstetra Isabele Azzem, docente do Idomed (Instituto de Educação Médica), que reforçou a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Quem está mais vulnerável?

A médica explica que mulheres que iniciam a vida sexual cedo, mantêm múltiplos parceiros e não realizam exames preventivos regulares apresentam maior risco.

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Além disso, o tabagismo, a baixa imunidade e a infecção persistente pelo HPV também aumentam a vulnerabilidade

afirma

Segundo Azzem, medidas simples reduzem de forma significativa as chances de desenvolver a doença. A vacina contra o HPV, quando aplicada antes do início da vida sexual, protege contra a maioria dos casos de câncer do colo do útero. O exame Papanicolau, realizado periodicamente, identifica alterações precoces e permite tratar antes da evolução para um tumor maligno.

Sintomas que exigem atenção

A especialista alerta para sinais que não podem ser ignorados:

  • Sangramento vaginal fora do período menstrual ou após relações sexuais
  • Corrimento persistente com odor desagradável
  • Dor pélvica constante
  • Dor durante as relações
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Além disso, cada tipo de câncer apresenta sinais específicos.

No caso do útero, o sintoma mais comum é o sangramento após a menopausa. O câncer de ovário costuma causar distensão abdominal e desconforto pélvico, enquanto o de vulva provoca coceira crônica e alterações na pele da região.

Tratamentos e novas pesquisas

O tratamento varia conforme o estágio e pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Em alguns casos, existe possibilidade de preservar a fertilidade da paciente.

Estudos atuais em imunoterapia e terapias-alvo oferecem novas perspectivas, com mais eficácia e menos efeitos colaterais

destaca Azzem

A médica reforça que o acompanhamento regular é decisivo para reduzir os índices da doença.

A prevenção salva vidas. Realizar os exames de rotina e manter a vacinação em dia permite identificar alterações em fases iniciais, quando o tratamento é mais eficaz e menos agressivo

conclui


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