Motorista é condenado por acidente que matou 12 estudantes na região de Ribeirão Preto

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O motorista Evandro Rogério Leite, de 51 anos, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) pela morte de 12 pessoas e lesão corporal em outras três, após a batida entre o caminhão que dirigia e um ônibus de estudantes, em fevereiro deste ano, na rodovia Waldir Canevari (SP-355/330), entre os municípios de Nuporanga e São José da Bela Vista, na região de Ribeirão Preto.

Segundo o TJ-SP, a Vara Única de Nuporanga fixou pena de cinco anos e nove meses de detenção, em regime semiaberto, e suspensão da habilitação por sete meses por homicídio culposo (sem intenção) e lesão corporal.

A batida

O caminhão invadiu a pista contrária e colidiu com ônibus que levava 29 estudantes no trajeto de Franca a São Joaquim da Barra, na noite de 20 de fevereiro de 2025. O motorista do caminhão também foi acusado de fugir sem prestar socorro às vítimas. 

O juiz Iuri Sverzut Bellesini acolheu integralmente a acusação do Ministério Público (MP).

Ele [motorista], optando por seguir em leito carroçável ‘curto’ e ‘perigoso’, deveria dirigir em velocidade bastante reduzida (ainda que não se levanta velocidade excessiva) e manter o veículo mais estabilizado na pista. E, repetindo à saciedade, agiu igualmente de forma negligente, pois não houve verificação e opção por uma via mais segura e adequada ao veículo por ele dirigido,

escreveu o magistrado.

Segundo o TJ-SP, a sentença também reconheceu o agravante de atuar em atividade que exija cuidados especiais com o transporte de passageiros ou de carga e a causa de aumento de metade da pena pelo réu ter se omitido de prestar socorro.

Ainda que em momento de desespero (e que não o torna inimputável), o acusado se afastou do local do acidente e apenas se entregou em momento posterior, tendo sido essa intermediada, pelo que se revela da prova oral, pelo advogado da empresa à qual presta serviços. Alega, em seu favor, que sofria ameaças de linchamento. Contudo, especialmente os policiais militares e o delegado de Polícia, em seus depoimentos, rechaçam peremptoriamente essa tese. Realmente não se apresenta lógico que, em um cenário de completa destruição, com diversos mortos, feridos, detritos no asfalto, em local escuro e ermo, os presentes no local fossem agredir o autor, 

apontou o juiz na sentença.

Outro lado

O advogado Marcos Coltri, que atua na defesa do motorista Evandro Rogério Leite, informou à EPTV que deverá recorrer da sentença por discordar de alguns pontos.

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