A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) lançou uma nova política de financiamento habitacional. Na Região de Ribeirão Preto, mais de 390 famílias que aguardam moradias em obras já poderão optar por essa modalidade.
A novidade permite que os novos mutuários escolham entre duas modalidades de pagamento, incluindo uma linha com parcelas fixas, calculadas a partir de 30% da renda familiar declarada na assinatura do contrato.
Os mutuários também podem seguir pela forma tradicional, com parcelas que comprometem 20% da renda e reajuste anual pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial de inflação do IBGE.
Nas duas opções, mantém-se a adequação à capacidade de pagamento das famílias. A nova taxa de 30% já é praticada, por exemplo, nos financiamentos com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), via Caixa Econômica Federal.
“A principal vantagem do novo modelo é a previsibilidade. Como não há reajuste, as famílias ficam protegidas de variações econômicas e da inflação ao longo dos 30 anos do contrato. Embora a parcela inicial seja maior, ao final do período ela tende a ser mais vantajosa em comparação com o modelo de 20% reajustado anualmente”, afirma a CDHU.
O que muda?
Pelas regras atuais, uma família com renda de um salário mínimo em 2025 pagaria R$ 303,60 de prestação inicial, com reajuste anual. Na nova modalidade, a parcela seria de R$ 455,40, mas permaneceria fixa até o fim do contrato.
Outra mudança importante é na forma de cálculo do subsídio. Antes, o contrato era assinado pelo valor total do imóvel, e o desconto da CDHU era aplicado mensalmente, ao longo do financiamento. Agora, o subsídio estadual será abatido integralmente na assinatura do contrato, e o mutuário assumirá apenas o valor que efetivamente tem capacidade de pagar.
Por exemplo: em um imóvel de R$ 180 mil construído pela CDHU, uma família com renda de um salário mínimo, que hipoteticamente desejasse quitar no primeiro mês, teria de pagar R$ 72 mil. No modelo anterior, o valor integral seria de R$ 180 mil.
Empreendimentos em obras na região:
- Altinópolis: 147 unidades habitacionais (1 empreendimento);
- Brodowski: 89 unidades habitacionais (1 empreendimento);
- Guariba: 138 unidades habitacionais (2 empreendimentos);
- Monte Alto: 24 unidades habitacionais (1 empreendimento).
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