O proprietário de uma distribuidora de bebidas em São Joaquim da Barra, cidade na região de Ribeirão Preto, foi preso nesta sexta-feira (3) pela suspeita de comercializar bebidas falsificadas.
Durante a operação da Polícia Civil, por meio da DISE (da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), o dono do estabelecimento que fica no bairro Júlio De Lollo admitiu a comercialização de produtos falsificados.
No local foram apreendidas 37 garrafas de bebidas, incluindo uísque e licor, com fortes indícios de adulteração. Uma análise preliminar apontou diversas irregularidade, como:
- Tampas com bordas irregulares;
- Coloração divergente dos produtos originais;
- Espaço entre a tampa e o gargalo, sugerindo violação e reembalagem;
- Ausência de selo de controle fiscal (IPI) em bebidas importadas;
- Volume de líquido inferior ao padrão das embalagens originais.
- Ainda de acordo com a Polícia Civil, no momento da abordagem, havia clientes consumindo bebidas em frente ao estabelecimento.
Foi realizada a apreensão dos produtos e o responsável foi conduzido à DISE, onde foi autuado em flagrante e encaminhado à Cadeia Pública de São Joaquim da Barra. A defesa do homem não foi localizada.

Casos suspeitos
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto informou nesta sexta-feira (3) que o paciente de Barrinha, que havia sido internado por suspeita de intoxicação por metanol, teve o diagnóstico descartado e já recebeu alta.
Contudo, o hospital informou que ainda investiga a situação de um segundo paciente sob suspeita de consumo de bebida adulterada. O paciente é morador de Ribeirão Preto e tem 50 anos e segue sob avaliação neste momento.
Sintomas de intoxicação
Entre os sintomas que podem indicar intoxicação estão náuseas, dor abdominal, alterações visuais e confusão mental. Nessas situações, é fundamental procurar atendimento médico imediato.

Bares são autuados em Ribeirão Preto
A Prefeitura de Ribeirão Preto informou que dez bares do município foram autuados pela venda de bebidas sem registros. Até o momento, 21 estabelecimentos foram inspecionados.
De acordo com a fiscalização da Vigilância Sanitária, durante as ações foram interditados 197 litros de cachaça, 8 garrafas de vodca, 12 de licor e 6.932 copinhos de cachaça (50 ml).
Além disso, foram apreendidos 34 garrafas de tequila, 5 garrafas de licor, 12 litros de cachaça, uma garrafa de vodca e uma garrafa de conhaque. Nenhum endereço dos locais fiscalizados foram divulgados pela Prefeitura.

O que diz a Abrasel?
Em nota, a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) informa que a falsificação e adulteração de bebidas são crimes graves contra o consumidor, “que colocam em risco a saúde da população e geram prejuízos diretos aos estabelecimentos sérios e comprometidos com a legalidade”. Estes estabelecimentos também são vítimas dos criminosos.
Além disso, o setor de alimentação fora do lar como um todo sofre com a desconfiança causada por estas ações ilegais. Trata-se de um problema de saúde pública, que exige ação coordenada entre autoridades, setor produtivo e sociedade.
Além de alertar os estabelecimentos sobre os sinais de adulteração, como preços muito baixos, lacres tortos, erros de impressão e odor semelhante a solventes, a Abrasel recomenda que garrafas vazias sejam inutilizadas (quebradas) antes do descarte, impedindo que sejam reaproveitadas por falsificadores para enganar consumidores com produtos adulterados.
SAIBA MAIS
Bares são autuados em Ribeirão Preto por venda de bebidas irregulares
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