Programa de Harvard faz escolas do interior de SP avançarem em alfabetização

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Três escolas públicas de Ituverava, na região de Ribeirão Preto, registraram avanços expressivos em leitura e matemática após participarem do Programa Rompendo Barreiras, desenvolvido em parceria com uma equipe ligada à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Aplicada pela primeira vez na América Latina, a iniciativa começou em março e já impactou 274 alunos e 14 professores da rede municipal. O programa é conduzido pela Parceiros da Educação, em colaboração com o District Management Group (DMG), fundado por John Kim, professor da Universidade de Harvard.

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Foto: Parceiros da Educação

Melhora rápida no desempenho dos alunos

Em apenas 12 semanas, as escolas participantes mostraram resultados significativos. No 2º ano do Ensino Fundamental, o número de alunos no nível mais alto de proficiência em Língua Portuguesa mais que dobrou, passando de 25% para 52%. No 5º ano, em Matemática, o salto foi ainda maior, de 10% para 57%.

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Foto: Parceiros da Educação

O número de estudantes com desempenho considerado crítico — o chamado “Abaixo do Básico” — caiu de forma acentuada. O crescimento nos níveis mais altos de aprendizagem variou entre 27 e 47 pontos percentuais, segundo dados do programa.

Desempenho

Na Escola Municipal Jardim Guanabara, uma das três participantes, o impacto foi ainda mais notável. No início do ciclo, 38 alunos do 5º ano estavam no nível insuficiente em Matemática e nenhum atingia o nível “Muito Bom”. Ao final do programa, todos superaram o nível crítico, e 50 estudantes alcançaram o nível mais alto de proficiência.

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Escola Municipal Jardim Guanabara – Foto: Google Maps

Os professores relatam que os avanços vieram da melhora na interpretação dos enunciados e no uso correto das operações matemáticas.

Como funciona o programa?

O Rompendo Barreiras atua em duas frentes principais: alfabetização no 2º ano e resolução de problemas matemáticos no 5º ano. Essas habilidades serão medidas neste mês pelo Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), responsável por aferir o desempenho das escolas brasileiras.

Durante o ciclo, os professores participaram de encontros semanais com mentores especializados, com foco em leitura autônoma, interpretação de textos curtos e compreensão de problemas envolvendo multiplicação e divisão.

A metodologia do programa combina formação prática, acompanhamento contínuo e uso estratégico de dados educacionais. O modelo valoriza o protagonismo dos professores, incentiva metas claras e promove uma cultura colaborativa entre as escolas.

Inspirado em práticas de coaching, o programa fortalece a confiança e a autonomia dos docentes, que passam a enxergar com mais clareza o impacto do próprio trabalho no desenvolvimento dos alunos.

Novo ciclo já está em andamento

O segundo ciclo do programa começou em 12 de agosto e vai até 25 de novembro. Nesta etapa, as mentorias acontecem online, conduzidas por profissionais treinados pela equipe de John Kim.

O foco agora é consolidar as comunidades de prática entre professores, estimular a troca de experiências e ampliar o uso de ferramentas digitais para acompanhar o progresso dos alunos.


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