Caso Nelson: família afirma que suspeito foragido continua na região de Ribeirão Preto

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O desaparecimento do empresário Nelson Carrera, de São Paulo, que sumiu após uma reunião de negócios em Cravinhos, na região de Ribeirão Preto, ganhou um novo desdobramento. A família afirma que o principal suspeito, identificado como Marlon Couto, ainda circula pela região, mesmo estando foragido da polícia.

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Marlon Couto é suspeito de homicídio e ocultação de cadáver – Foto: Reprodução / EPTV

Segundo o irmão de Nelson, o homem mora em um condomínio em Cravinhos e passa parte do tempo em um rancho localizado em Miguelópolis, município a cerca de 170 quilômetros de Ribeirão Preto.

O que diz a polícia?

Por meio de nota, a Polícia informou que é improcedente a informação de que Marlon estaria em um condomínio em Cravinhos. A corporação informou que, caso tenha conhecimento da localização dele, o suspeito será preso.

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(Foto: Lindomar Cailton/EPTV)

Ainda de acordo com a polícia, todas as denúncias recebidas são apuradas, mas o paradeiro de Marlon segue desconhecido. As investigações já foram encerradas, e todos os recursos disponíveis foram utilizados para tentar localizar o corpo de Nélson

O que aponta a investigação?

As apurações da Polícia Civil indicam que Nelson Carreira Filho foi assassinado por Marlon Couto Júnior durante a reunião em Cravinhos, em 16 de maio de 2025. Segundo os investigadores, o crime teria sido motivado por desavenças comerciais envolvendo a venda e o registro de suplementos alimentares.

Nelson, que atuava no setor de registro e comercialização de marcas no ramo de suplementos, teria cobrado de Marlon — dono de uma fábrica em Cravinhos — valores para liberar a comercialização de um produto com suposta função emagrecedora. Insatisfeito com a cobrança, Marlon teria arquitetado, com o diretor-executivo Tadeu de Almeida Silva, um plano para executar o empresário.

No dia do crime, Nelson foi atraído para uma falsa reunião na empresa dos acusados. Sob o pretexto de uma dedetização, os funcionários foram dispensados, deixando o local vazio. Durante o encontro, em uma emboscada, a vítima foi executada com um tiro na cabeça, sem chance de reação.

Logo após o homicídio, Marlon e Tadeu teriam ocultado o corpo, enrolando-o em lonas, amarrando-o e lançando-o no Rio Grande, em Miguelópolis.

Crimes e denúncia do Ministério Público

O Ministério Público denunciou Marlon Couto Júnior por homicídio duplamente qualificado — por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima — além de ocultação de cadáver, fraude processual e falsidade ideológica.

Segundo a acusação, os crimes de fraude processual e falsidade ideológica ficaram caracterizados por uma série de ações dos envolvidos após o assassinato. Entre elas, a manipulação de mensagens no celular da vítima para atrasar a comunicação do desaparecimento, a adulteração do local do crime com pintura e limpeza para eliminar vestígios, o uso de celulares descartáveis para dificultar o rastreamento e o auxílio na fuga prestado pela esposa de um dos suspeitos.

A defesa de Marlon chegou a pedir à Justiça que ele deixasse de responder pelos crimes de ocultação de cadáver e fraude processual, mas o pedido foi negado.

Carta e confissão

Em junho, Marlon Couto Júnior enviou uma carta à Polícia Civil, na qual confessou o assassinato e relatou detalhes de como o crime aconteceu. Ele afirmou que atirou em Nelson para se defender de supostas ameaças durante uma discussão e que, depois, levou o corpo até Miguelópolis, onde o jogou no rio junto com a arma usada.

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 Foto: Divulgação

No mesmo texto, Marlon disse que pretendia se entregar após o depoimento de Tadeu, mas desistiu ao afirmar que passou a receber ameaças. Desde então, ele permanece foragido da Justiça, com mandado de prisão expedido em 27 de maio.


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