não ser chamado?
Nas alegações finais, advogados apontam falta de provas, inexistência de envenenamento progressivo e desrespeito de legislação sobre sigilo telefônico
Por: Adalberto Luque –
O advogado de Elizabete Eugênio Arrabaça, de 68 anos, acusada pela morte da nora, a professora Larissa Talle Leôncio Rodrigues, pediu a revogação da prisão preventiva da idosa. Segundo o defensor Bruno Corrêa Ribeiro, não deve haver pronunciamento por falta de comprovação da autoria do crime.
Essa foi a posição da defesa nas alegações finais, entregues ao juiz da 2ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, José Roberto Bernardi Liberal, concluindo o trabalho da audiência de custódia, que, em três sessões, ouviu testemunhas de defesa e acusação e interrogou os réus Elizabete e seu filho, Luz Antônio Garnica, também apontado como autor da morte de Larissa, sua esposa, por envenenamento.
não ser chamado
para entrevistas?
para passar nos filtros ATS, Gupy e LinkedIn.
A defesa sustenta a inadmissibilidade de prints de WhatsApp juntados pelo Ministério Público (MP), por entender que não foi observada a cadeia de custódia nem a forma legal de extração de dados, pedindo que sejam considerados provas imprestáveis.
chances de ser
chamado para entrevistas.
Alega ilegalidade na quebra de sigilo das comunicações, por descumprimento do Marco Civil da Internet, e aponta violação ao direito de entrevista reservada e à autodefesa, afirmando que o interrogatório virtual impôs prejuízos e impediu comunicação adequada com a acusada.

No mérito, requer a impronúncia, afirmando que a prova oral, inclusive o médico legista, desmonta as teses acusatórias. Sustenta inexistência de envenenamento progressivo, indicando que as conversas — extraídas com respeito à cadeia de custódia — mostram que Larissa passou mal após consumir alimentos com o pai e que apresentou melhora depois de refeições posteriores, além de o legista afastar tal hipótese.
Aponta inconsistências nos horários de entrada e saída de Elizabete no condomínio em 21 de março, indicando rasuras e divergências na anotação do registro, que teria surgido após negativa inicial do síndico e do zelador sobre sua presença. Ressalta ausência de gravações que confirmem a entrada e saída da acusada e a falta de registros de outras pessoas que estiveram no local.
A advogado destaca mudança de versão das testemunhas do prédio entre a fase policial e a judicial. Afirma que a quebra de sigilo bancário mostra inexistência de dificuldades financeiras, contrariando a tese acusatória.
Ribeiro afirma que faltam de indícios suficientes de autoria ou participação de Elizabete na morte de Larissa e requer sua impronúncia. De acordo com o site JusBrasil, impronúncia é uma decisão judicial que não leva um acusado a julgamento pelo Tribunal do Júri pela falta de provas suficientes que comprovem a materialidade do crime ou indícios de autoria/participação. Ela encerra uma fase do processo, mas não é uma absolvição, pois o caso pode ser reaberto se surgirem novas provas.
Ao final, a defesa pede a revogação da prisão preventiva por ausência dos fundamentos que a justificaram e pelas enfermidades da acusada. O juiz já recebeu as alegações finais do MP, do assistente de acusação e da defesa de Garnica. Nos próximos dias deve se pronunciar se haverá ou não júri popular, se pretende sentenciar algum dos envolvidos sem a necessidade de júri popular ou se ambos são impronunciáveis. Se optar por júri popular, isso deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026.

