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Juíza de Pontal transfere caso de Nathália Garnica para Ribeirão, mas MP barra denúncia; Entenda

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O Ministério Público de Ribeirão Preto recusou a denúncia enviada pela Justiça de Pontal no processo que investiga a morte da veterinária Nathália Garnica, de 42 anos, envenenada em fevereiro deste ano.

De acordo com os documentos assinado no começo do mês de novembro, a juíza titular de Pontal, Bruna Araújo Capelin Matioli, afirma não ter competência para julgar o processo.

Além disso, ela determinou a transferência para Ribeirão, alegando conexão entre esse caso e a morte de Larissa Rodrigues, ocorrida na cidade um mês depois, também por envenenamento. A suspeita em ambos os casos é Elizabete Arrabaça, de 68 anos.

Em entrevista a EPTV, o promotor Marcus Túlio Nicolino afirma que, apesar das semelhanças dos casos, os crimes têm circunstâncias próprias e não devem ser julgados na mesma comarca.

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O que há em comum são a mesma ré e o mesmo modus operandi, mas as circunstâncias são diferentes. Lá [em Pontal] era uma relação entre mãe e filha. Aqui [em Ribeirão Preto] é uma relação de sogra com nora. Testemunhas distintas, motivação distinta, porque lá ela buscava o patrimônio da filha. Aqui ela estava auxiliando o filho na questão do casamento do divórcio em um primeiro momento

Marcus Túlio Nicolino

Ainda de acordo com o promotor responsável pelas investigações no caso de Larissa Rodrigues, a unificação dos processos poderia atrasar o julgamento da professora, que já está em fase avançada.

“[Os processos] estão em momentos totalmente distintos. Lá [Pontal], agora que houve o oferecimento da denúncia. Aqui [Ribeirão Preto]. nós já estamos em fase de sentença, de pronúncia ou em pronúncia, quer dizer, isso atraso ajudaria tudo a junção desses processos”, explica Nicolino.

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A defesa de Elizabete concorda com o posicionamento do MP e afirma que o caso de Nathália deve permanecer em Pontal, onde a investigação começou oficialmente após a morte de Larissa levantar suspeitas.

MP de Ribeirão Preto rejeita denúncia enviada por Pontal no caso Nathália Garnica - Foto: reprodução/ EPTV.
MP de Ribeirão Preto rejeita denúncia enviada por Pontal no caso Nathália Garnica – Foto: reprodução/ EPTV.

Vítimas foram envenenadas com substâncias diferentes

Embora Nathália e Larissa tenham sido envenenadas com um produto conhecido popularmente como “chumbinho”, os laudos toxicológicos apontam que as substâncias administradas em cada uma das vítimas são diferentes.

O corpo da veterinária foi exumado no dia 23 de maio, no cemitério de Pontal, cidade a 40 quilômetros de Ribeirão Preto. Na época, a polícia queria saber se se Nathália também foi envenenada, assim como a professora Larissa Talle Leôncio Rodrigues.

A professora foi encontrada morta no dia 22 de março, em seu aprtamento na zona Sul de Ribeirão Preto, já Nathália morreu em fevereiro, vítima de parada uma cardíaca, mesmo sem apresentar problemas de saúde.

Elizabete Arrabaça está presa na Penitenciária Feminina de Tremembé desde agosto e é apontada como a principal suspeita das mortes. Segundo o advogado de defesa, Bruno Corrêa, ela nega qualquer envolvimento tanto no caso da filha quanto no da nora.

Nathalia Garnica e Larissa Rodrigues - Foto: redes sociais.
Nathalia Garnica e Larissa Rodrigues – Foto: redes sociais.

O que diz o Tribunal de Justiça de São Paulo?

Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que o processo tramita em segredo de Justiça e, por isso, não pode comentar o andamento do caso.

*Com informações da EPTV


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