Professora do interior de SP é denunciada por racismo após fala sobre cotas raciais

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Uma professora da rede municipal de Barretos, no interior de São Paulo, virou alvo de denúncia por racismo após a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que critica a política de cotas raciais adotada no processo seletivo de professores do município. As declarações geraram reação de órgãos públicos e entidades ligadas à promoção da igualdade racial.

No vídeo, a mulher questiona a aplicação das cotas raciais para professores negros.

Por que cota racial para professores pretos?

afirma

Em seguida, ela diz que todos os docentes “ganham a mesma coisa”, exercem “a mesma profissão” e têm “teoricamente a mesma intelectualidade”. A professora também utiliza uma fala irônica ao questionar se existiria algum estudo que indicasse diferença intelectual entre pessoas negras, declaração que motivou críticas de entidades ligadas à promoção da igualdade racial.

Ganhamos a mesma coisa, temos a mesma profissão e, teoricamente, a mesma intelectualidade. É um estudo novo que descobriu que o preto tem menos neurônios? Não consigo entender

questiona

Para representantes do Conselho Municipal e da Coordenadoria de Igualdade Racial de Barretos, o conteúdo apresenta ironias que desqualificam a política de cotas raciais e reforçam estereótipos racistas.

Nota oficial

Na segunda-feira (15), representantes da Coordenadoria de Igualdade Racial e do Conselho Municipal registraram um boletim de ocorrência por crime de preconceito racial contra a professora. Os órgãos afirmam que as declarações ultrapassam o direito à crítica e configuram discurso discriminatório.

Em nota oficial, a Prefeitura de Barretos informou que repudia qualquer ato de racismo, discriminação ou injúria racial. A administração municipal declarou ainda que considera o racismo uma prática inaceitável e reafirmou o compromisso com políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial.

racismo

Cotas raciais

O município de Barretos aprovou a política de cotas raciais em 2020, inicialmente válida apenas para concursos públicos. Em 2025, a legislação municipal ampliou a regra e passou a aplicá-la também aos processos seletivos. O processo recente marcou a primeira aplicação da política nesse formato.

A Secretaria Municipal de Educação informou que vai encaminhar o caso ao Ministério Público. A pasta também avalia possíveis medidas administrativas e não descarta a revisão das atribuições da professora.

Com informações da EPTV


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