Esquerdogata passará por exame de sanidade mental após decisão da Justiça

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A Justiça autorizou a realização de um exame de sanidade mental na influenciadora Aline Bardy Dutra, conhecida como Esquerdogata, acusada de racismo contra dois policiais militares de Ribeirão Preto. A decisão atende a um pedido feito pela defesa e já foi deferida pelo Judiciário.

De acordo com o documento ao qual a EPTV teve acesso, o exame vai servir para verificar se a influenciadora sabia o que estava fazendo e se tinha condições de agir de forma consciente naquele momento.

O Ministério Público (MP) também se manifestou no processo e apresentou perguntas que deverão ser respondidas pelo profissional responsável pelo exame que será realizado.

Entre os pontos apresentados pelo promotor Paulo César Souza Azevê está a verificação se a esquerdogata tinha algum transtorno ou limitação mental que pudesse ter afetado sua responsabilidade no momento das ofensas.

No documento ainda é possível observar que o juiz do caso determinou que o exame seja feito no Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC), órgão especializado nesse tipo de avaliação, que irá apontar se existe ou não alguma alteração mental relacionada ao comportamento da influenciadora.

Relembre o caso da Esquerdogata

Aline Bardy Dutra foi presa no dia 25 de outubro por desacato contra policiais militares no Centro de Ribeirão Preto. A influenciadora chegou a ser presa, mas, após audiência de custódia, foi liberada mediante cumprimento de medidas cautelares.

Os policiais relataram no boletim de ocorrência (BO) que, após uma fiscalização de trânsito, a equipe foi surpreendida pela influenciadora, que passou a questioná-los sobre o motivo da abordagem de uma pessoa e a filmar a ação – veja o vídeo logo abaixo.

Ainda conforme o registro, a influenciadora teria dito que o procedimento dos policiais na blitz de trânsito seria por conta da cor do abordado, que tratava-se de pessoa preta.

Os policiais ainda relataram que quando a influenciadora foi comunicada que seria conduzida até a delegacia, ela passou a xingá-los. O caso foi registrado na CPJ (Central de Polícia Judiciária) Permanente como flagrante de desacato, resistência e preconceitos de raça ou de cor.

O que diz a defesa?

Em nota, a defesa de Aline informou que, desde o início do caso, “apontou que os fatos amplamente divulgados podem ter ocorrido em razão do consumo de bebida alcoólica associado ao uso de medicação controlada, da qual ela faz uso regular”.

“Diante desse contexto, e com o objetivo de garantir a correta apuração dos fatos e a adequada aplicação da lei, a defesa afirma que solicitou a instauração de um incidente de sanidade mental, pedido que contou, inclusive, com a anuência do Ministério Público, conforme prevê a legislação processual penal”.

Por fim, a defesa reforçou “a inexistência de crime e em especial o crime de injúria racial, bem como registra o profundo desejo de Aline em se retratar publicamente pela hostilidade com a qual tratou os milicianos envolvidos na ocorrência”.

*Com informações da EPTV


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