
A Santa Casa de Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto, opera com lotação máxima, cenário que tem dificultado novas internações e aumentado a dependência do sistema estadual de regulação de vagas, o Cross. A situação impacta diretamente pacientes atendidos na rede de urgência, que aguardam transferência para leitos hospitalares.
Com a capacidade esgotada, casos que exigem internação acabam permanecendo por mais tempo em unidades como a UPA, à espera de encaminhamento. A sobrecarga ocorre em meio ao aumento da demanda por atendimentos, especialmente envolvendo pacientes idosos e com doenças crônicas.
O que diz a Santa Casa?
A reportagem do acidade on entrou em contato com a Santa Casa de Sertãozinho para obter esclarecimentos sobre a situação de lotação máxima, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
Prefeito cita ampliação da Santa Casa
A superlotação da Santa Casa também foi mencionada pelo prefeito Zezinho Gimenez em um vídeo de balanço divulgado recentemente. No material, o chefe do Executivo reconhece as dificuldades enfrentadas pelo hospital e afirma que a ampliação da unidade segue como uma das prioridades da administração municipal.
De acordo com o prefeito, a previsão é que as obras de ampliação da Santa Casa tenham início em abril de 2026, com o objetivo de aumentar a capacidade de atendimento e reduzir a pressão sobre a rede de urgência e emergência da cidade.
Idoso aguarda vaga novamente
O senhor Francisco Carlos Borzani, de 72 anos, já havia passado por internação na Santa Casa de Sertãozinho e recebeu alta médica. De acordo com a família, após a liberação, não foram prescritos medicamentos para continuidade do tratamento em casa.
O filho do paciente relata ainda que, no último domingo (28), o idoso apresentou um episódio grave, ficando com as vias respiratórias obstruídas por cerca de 3 a 4 minutos. Ele segue internado na UPA de Sertãozinho.

Em resposta ao caso do idoso, a Santa Casa de Sertãozinho informou que conversou com o médico responsável pelo atendimento do paciente. Segundo a instituição, no momento da alta não havia critérios médicos que justificassem a permanência hospitalar, já que o paciente apresentava estabilidade clínica e melhora nos exames laboratoriais.
De acordo com o médico, considerando a idade e as doenças crônicas do paciente, a permanência hospitalar prolongada não elimina o risco de novas intercorrências e pode, inclusive, aumentar os riscos associados à hospitalização. A Santa Casa informou ainda que o paciente recebeu alta com as devidas orientações médicas.
Atualmente internado na UPA, o idoso passará por nova avaliação do médico emergencialista responsável. A instituição reforçou que, neste momento, a unidade hospitalar opera com lotação máxima.
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