A defesa de Gustavo Perissoto de Oliveira divulgou, na noite desta segunda-feira (5), uma nota na qual afirma que o atropelamento de mãe e filho, ocorrido no dia 1º de janeiro, em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, foi uma “fatalidade provocada por um momento de distração” – veja a íntegra na nota logo abaixo.
De acordo com os advogados Bruno Corrêa Ribeiro e João Pedro Soares Damasceno, após o ocorrido, o músico de 25 anos acreditou ter colidido apenas contra a proteção metálica no acostamento do trecho de acesso à rodovia José Fregonezi (SP-328), por isso seguiu seu trajeto.
O caso tratou-se de fatalidade decorrente em um momento de distração ao manusear o sistema multimídia do veículo alugado. No instante do ocorrido, Gustavo acreditou ter colidido apenas contra a proteção metálica da via. Ao verificar o retrovisor e não visualizar pedestres na pista seguiu seu trajeto sem ter ciência da gravidade da situação, tanto é que ainda margeou a região de Bonfim Paulista e de Ribeirão Preto com muita calma (conforme imagens locais), não se evadindo em alta velocidade com o objetivo de se ocultar
trecho da nota emitida pela defesa de Gustavo Perissoto de Oliveira
Ainda de acordo com a defesa, o rapaz teria passado a virada de ano junto de seus familiares e no dia 1º seguia para um almoço em família e amigos. “É importante esclarecer, e diferente do apontado em alguns veículos de comunicação, de que Gustavo não passou por ‘duas festas e seguia a caminho de uma terceira’”
A Defesa reforça a sua colaboração com a Justiça, que não se exime de suas responsabilidades. Prova disso é que, tão logo tomou conhecimento da real dinâmica dos fatos, entrou em estado de choque e apresentou-se espontaneamente à autoridade policial para prestar esclarecimentos, sendo imediatamente colocado à disposição da Polícia Civil o veículo envolvido para a realização de perícia técnica
trecho da nota emitida pela defesa de Gustavo Perissoto de Oliveira
A defesa ainda afirmou que o jovem “encontra-se profundamente abalado e infeliz com a notícia dos ferimentos causados à Sra. Eliene De Santana Maia – sobretudo quanto ao trágico óbito do menor Guilherme Da Silva Maia”.

A criança atropelada junto com a mãe morreu na madrugada deste domingo (4). Guilherme chegou a ser internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) Pediátrico, mas não resistiu aos ferimentos.
O velório do menino de 6 anos aconteceu na manhã desta segunda-feira, no Velório Municipal de Bonfim Paulista. A criança morreu na madrugada de domingo (4). A mãe, Eliene de Santana Maia, de 33 anos, continua internada no Hospital das Clínicas – Unidade de Emergência (HC-UE).
‘Qualquer exame seria ineficaz’, diz delegado
O delegado Ariovaldo Torrieri afirmou, no começo da tarde desta segunda-feira, que qualquer exame feito no motorista seria ineficaz neste momento.
Segundo o responsável pelas investigações, Gustavo Perissoto de Oliveira se apresentou à polícia na noite da última sexta-feira (2) e, por isso, não é possível afirmar se ele havia bebido antes do atropelamento.
Nós entendemos que qualquer exame para o qual ele fosse submetido seria ineficaz. Como ele se apresentou no dia 2, se ele fosse submetido a um exame, até poderia acusar a presença de álcool no organismo dele, mas ele poderia dizer que bebeu depois ou qualquer coisa do gênero
Ariovaldo Torrieri
Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e fuga do local do acidente. No entanto, segundo o delegado Torrieri, com a morte de Guilherme, o motorista deve responder por homicídio culposo.
O caso
O atropelamento ocorreu na rua Professor Felisberto Almada, em Bonfim Paulista, distrito na zona Sul da cidade, em trecho de acesso à rodovia José Fregonezi (SP-328), sentido à Ribeirão.
Mãe e filho foram atingidos pelas costas enquanto caminhavam pelo acostamento. A mulher sofreu fraturas nas pernas, na bacia, no braço e no rosto, e Guilherme foi encaminhado para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) Pediátrico.
Testemunhas que estavam em um posto de combustíveis próximo relataram à polícia que alertaram o motorista após o impacto, mas ele seguiu viagem.
Aos policiais, Gustavo Perissoto alegou ter se distraído com a central multimídia do veículo em que estava, um Hyundai HB20 preto alugado. O veículo será submetido a exame pericial para entender melhor a dinâmica do ocorrido, segundo o Torrieri.
O delegado também explicou que o motorista tem residência fixa em Ribeirão Preto e se comprometeu a participar de todos os atos processuais para os quais for intimado, por esse motivo, “não vimos ali a princípio um requisito legal para solicitar a sua prisão”.
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