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Pai de menino morto após atropelamento presta depoimento

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Por: Alfredo Risk e Adalberto Luque

Albertino da Silva Filho, pai de Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, que morreu após ser atropelado no dia 1º de janeiro, foi ouvido pelo delegado que investiga o caso na manhã desta terça-feira (6). O depoimento de Albertino foi colhido na Central de Polícia Judiciária (CPJ) Permanente, no Jardim Sumaré, zona Sul de Ribeirão Preto.

O homem chegou à delegacia, onde está instalado o 7º Distrito Policial, que cuida do caso, acompanhado do advogado Luiz Felipe Rizzi Perrone. Ele conversou com o delegado Ariovaldo Torrieri por aproximadamente uma hora.

Na saída, Albertino disse que fará de tudo para ver o músico Gustavo Perissoto de Oliveira, motorista do Hyundai I30, na cadeia. “Quero a prisão dele. Vai pagar pelo crime”, disparou.

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O advogado de Albertino acrescentou: que ele se apresentou porque sabia que seria identificado e também para gerar dúvidas se estaria ou não embriagado, criando assim uma brecha.

O pai de Guilherme e esposo de Eliene de Santana Maia, a outra vítima do atropelamento, apresentou uma lista de testemunhas oculares. Uma destas testemunhas é o frentista do posto de combustíveis onde a câmera de monitoramento registrou o acidente.

Guilherme e sua mãe estavam indo a farmácia quando foram atropelados no acostamento da via
(Foto: Redes Sociais)
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De acordo com o frentista, o homem teria sido alertado por funcionários e clientes do posto, mas apenas teria olhado para o lado, não fazendo qualquer menção de que tinha intenção de parar. O delegado deve intimar as testemunhas no decorrer das investigações.

“Fatalidade”

A defesa de Oliveira considera o caso uma fatalidade ocorrida em momento de distração, quando o músico mexia no sistema multimídia do veículo. “No instante do ocorrido, Gustavo acreditou ter colidido apenas contra a proteção metálica da via. Ao verificar o retrovisor e não visualizar pedestres na pista, seguiu seu trajeto sem ter ciência da gravidade da situação, tanto é que ainda margeou a região de Bonfim Paulista e de Ribeirão Preto com muita calma (conforme imagens locais), não se evadindo em alta velocidade com o objetivo de se ocultar”, cita a nota.

A defesa também afirma que Oliveira não passou por duas festas e seguia a caminho de uma terceira, como chegou a ser veiculado. De acordo com os advogados, ele passou a virada de ano com seus familiares e, no dia 1º seguia para um almoço com família e amigos e não teria consumido bebida alcóolica.

Relembre o caso

Na manhã de 1º de janeiro, Guilherme, de 6 anos, e sua mãe Eliene, caminhavam pela rua Professor Felisberto Almada, ao lado da Rodovia José Fregonesi (SP-328), em Bonfim Paulista, zona Sul de Ribeirão Preto. Seguiam para uma farmácia próxima. Uma câmera de segurança registrou o atropelamento. O carro saiu da pista e atingiu mãe e filho.

Carro foi apreendido e será submetido a perícia (Foto: Divulgação)

Depois o motorista foi embora do local, sem parar para ver o que aconteceu. Os dois foram socorridos em estado grave. Eliene sofreu fraturas nas pernas, bacia, braço e rosto e precisou ser submetida a cirurgias. Ela segue internada no Hospital das Clínicas – Unidade de Emergência (HC-UE), no Centro de Ribeirão Preto. Guilherme morreu em 4 de janeiro e foi sepultado nesta segunda-feira (5). Sua mãe não pode ir ao enterro do filho.

O caso passou a ser investigado como homicídio culposo e lesão corporal culposa, ambos na direção de veículo automotor e fuga do local de acidente. Se o delegado concluir que houve dolo eventual, como dirigir embriagado, o músico estará sujeito a penas entre 6 e 20 anos e pode até mesmo ser submetido a júri popular. As investigações prosseguem.



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