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Compra de artigos para a volta às aulas e liquidação de estoques de Natal, são fatores que devem ajudar o desempenho do varejo nesse início de ano
O Comércio Varejista de Ribeirão Preto projeta crescimento médio de 1% a 3% nas vendas de janeiro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.
A pequena variação positiva apresenta viés de estabilidade. É o que aponta levantamento do SINCOVARP (Sindicato do Comércio Varejista) e da CDL RP (Câmara de Dirigentes Lojistas), por meio do CPV (Centro de Pesquisas do Varejo).
“Os segmentos relacionados à volta às aulas são os mais aquecidos. O de material escolar, por exemplo, deve registrar aumento médio de 5% a 7%, em Ribeirão Preto, especialmente em janeiro. Vale lembrar que Ribeirão Preto é um polo regional de consumo que costuma atrair parte do público das cidades do entorno”, explica Diego Galli Alberto, economista, pesquisador e coordenador do CPV SINCOVARP/CDL RP.
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Já para os demais segmentos do Varejo, ainda segundo o economista, o primeiro mês do ano é um período em que historicamente as vendas caem.

Alfredo Risk/Arquivo
“Daí a importância das liquidações dos estoques remanescentes do Natal. Elas vão ajudar a segurar o desempenho geral das vendas ao longo do mês, ainda que seja num patamar mais baixo. Se o consumidor ficar atento pode encontrar boas oportunidades no Comércio de Ribeirão”, destaca.
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No ponto de venda
Segundo Benedito José Caturelli, proprietário da tradicional papelaria MEC-Toca, no centro de Ribeirão Preto, a expectativa é para um aumento de 5% nas vendas de janeiro na comparação com o mesmo período do ano passado.
O volume de encomendas por WhatsApp cresceu na mesma proporção. “O movimento de janeiro só não está maior porque percebemos um fato importante nessa atual temporada. Cerca de 20% dos pais que costumam comprar aqui na loja anteciparam a compra do material escolar, ou de boa parte dele, ainda em dezembro. Garantiram preço melhor e evitaram as filas”, afirma.
Ainda segundo o especialista, “outro fato percebido é que as listas de materiais escolares estão mais ‘enxutas’, tanto em número de itens quanto na quantidade a ser comprada. Isso fez o ticket-médio cair cerca de 10%, ficando em torno de R$ 350 por lista, considerando apenas o material escolar básico e não apostilas dos sistemas de ensino, livros didáticos e paradidáticos”, confirma.
Uma dica do empreendedor é o pagamento via PIX. Por ser uma modalidade de pagamento à vista e sem cobrança de taxa para o lojista, fica mais fácil conseguir desconto na hora da compra. “Para pagamentos com PIX o desconto pode chegar até 5%”, revela o comerciante.
“Também é importante não deixar para adquirir o material escolar na última hora, muito por causa do pico de movimento esperado na reta final de janeiro. Seja agora ou na correria do fim das férias, é fundamental escolher um material coerente, de qualidade e que realmente faça a diferença na educação dos filhos”, completa.
88% das famílias terão impacto no orçamento
Pesquisa do Instituto Locomotiva, aponta que 88% das famílias brasileiras com filhos em idade escolar terão seus orçamentos impactados pelas despesas com material. 84% dos entrevistados consideram que esses gastos se refletem em outras áreas, como alimentação, lazer e contas gerais do mês.
O estudo também revela que oito em cada dez famílias brasileiras, com filhos na escola, pretendem reaproveitar itens do ano letivo que passou, como cadernos, estojos, mochilas e lancheiras. 45% dos entrevistados disseram preferir as lojas físicas para a aquisição do material escolar e 90% pesquisam preços antes de comprar.
Outro dado é que em 92% das famílias os filhos participam da escolha do material escolar. Esse percentual chega a 95% entre as crianças de 11 a 14 anos, comprovando o poder de decisão de compra da garotada.
Confira 10 dicas para ajudar o consumidor a comprar materiais escolares com a melhor relação custo-benefício e com segurança:
1. Planeje a compra com antecedência
Comprar materiais com antecedência permite comparar preços, aproveitar promoções e evitar compras de última hora com preços mais altos. Estudos mostram que a antecipação da compra reduz significativamente o gasto médio familiar.
2. Faça uma lista completa e compare com o padrão da escola
Antes de comprar, obtenha a lista oficial de materiais indicada pela escola. Evite itens extras sugeridos por vendedores, muitas vezes supérfluos e com preços maiores. Comparar a lista com variedades de lojas garante economia e foco nas necessidades reais.
3. Compare preços em diferentes canais
Use comparadores de preço online, marketplaces e mecanismos como Google Shopping para checar variações entre lojas físicas e virtuais. Mesmo nas menores diferenças de centavos se acumulam em economia real.
4. Priorize produtos com boa relação preço-qualidade
Ao escolher itens como mochilas, estojo e tênis escolar, priorize durabilidade e rating de consumidores, não apenas o menor preço. Um item um pouco mais caro, só que mais resistente, pode sair mais barato no longo prazo.
5. Verifique políticas de troca e garantia
Compre sempre em lojas com políticas claras de troca, devolução e garantia, principalmente para itens que podem apresentar defeitos (como mochilas, calculadoras e eletrônicos). Isso protege seu gasto e evita perdas financeiras.
6. Evite comprar por impulso ou por pressão de vendedores
Uma das maiores fontes de gasto desnecessário é a compra por impulso, muitas vezes motivada por narrativa de urgência ou kits “imperdíveis”. Ficar fiel à lista reduz despesas desnecessárias.
7. Faça uma pesquisa local de preços
Os preços podem variar bastante entre bairros e regiões. Antes de comprar, pesquise sobre o melhor custo-benefício geral (soma de preço, qualidade, facilidade de troca).

