O advogado da família de Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, que morreu após ser atropelado no acostamento de uma rodovia de Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, afirmou que o veículo conduzido pelo envolvido era alugado.
A informação foi divulgada neste sábado (10), durante uma manifestação de amigos e familiares em frente ao Ministério Público, que pedia a prisão do cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, de 25 anos, investigado em liberdade.
Em entrevista à EPTV, o advogado Luis Felipe Perrone, informou que a defesa protocolou um ofício junto à locadora do veículo para obter o rastreio do trajeto do veículo antes do atropelamento.
Estamos aguardando a resposta de alguns ofícios, dentre eles um ofício à locadora do veículo em relação ao rastreio desse veículo. Essa prova, ao nosso ver, é de suma importância para a elucidação dos fatos
Luis Felipe Perrone
Eliene de Santana Maia, de 33 anos, mãe da criança, também foi atropelada no mesmo acidente. Na semana passada, a mulher disse em vídeo que passou por cirurgias nos últimos aguardava definição dos médicos para novos procedimentos. Segundo o marido, Albertino da Silva Filho, ela continua internada na unidade de emergência do Hospital das Clínicas, e ainda não tem previsão de alta.

Investigação
A Polícia Civil continua investigando o caso e, segundo o advogado da família, deve ouvir novas testemunhas nesta segunda-feira (12).
“Quem foi ouvido até o momento foi o Albertino [pai da criança], o investigado e também um colega do Albertino, que presenciou a testemunha alegando que teria avisado sobre a situação e agora aguarda as oitivas das testemunhas do posto”, disse o advogado.
O acidente aconteceu no dia 1º de janeiro, mas Gustavo Perissoto de Oliveira se apresentou à polícia apenas na noite do dia 2 de janeiro, e, por isso, não é possível afirmar se ele havia bebido antes do atropelamento, que ocorreu no acostamento do trecho de acesso à rodovia José Fregonezi (SP-328).
Segundo o delegado Ariovaldo Torrieri qualquer exame feito no motorista de 25 anos naquele momento seria ineficaz.
Nós entendemos que qualquer exame para o qual ele fosse submetido seria ineficaz. Como ele se apresentou no dia 2, se ele fosse submetido a um exame, até poderia acusar a presença de álcool no organismo dele, mas ele poderia dizer que bebeu depois ou qualquer coisa do gênero
delegado Ariovaldo Torrieri
Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e fuga do local do acidente. No entanto, com a morte de Guilherme, o motorista passou a ser investigo por homicídio culposo – quando não há intenção de matar.
O que diz o outro lado?
A defesa de Gustavo Perissoto de Oliveira divulgou uma nota na qual afirma que o atropelamento de mãe e filho foi uma “fatalidade provocada por um momento de distração”.
De acordo com os advogados Bruno Corrêa Ribeiro e João Pedro Soares Damasceno, após o ocorrido, o músico de 25 anos acreditou ter colidido apenas contra a proteção metálica da rodovia e por isso seguiu caminho.
*Com informações da EPTV

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