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Casal é preso pela morte de criança de 3 anos

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Avô, que teria a guarda da menina, a levou para UPA, porém o corpo já apresentava rigidez cadavérica; Polícia Civil investiga crime de tortura



Por: Adalberto Luque –

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Um casal foi preso, na madrugada desta quarta-feira, pela morte de uma criança de três anos. O homem é avô da menina morta e seria seu representante legal. A mulher que também foi presa é sua companheira, mas não é avó da vítima.

De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.), José dos Santos, de 42 anos, e Karen Tamires Marques, de 32 anos, levaram Sophia Emanuelly dos Santos, de 3 anos, para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da avenida 13 de Maio.

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Santos disse que a criança estava passando mal e chegou a vomitar no carro no trajeto. A equipe da UPA, todavia, constatou que a criança já estava morta e em estado de rigidez cadavérica, sinal clássico de morte entre 2 e 4 horas.

O corpo da criança apresentava diversos hematomas, com várias cores, demonstrando que os ferimentos foram feitos em datas diversas. A menina também apresentava sinais de desnutrição e queda de cabelo. Apesar do que disse o homem, os funcionários da UPA constataram que Sophia não passava por uma unidade de saúde desde 2023.

Uma médica fez novo exame na criança e constatou que a menina estaria morta entre 6 e 12 horas de sua chegada, pelo estado da rigidez cadavérica. Isso desmentia a versão do avô. A Polícia Militar foi acionada.

Conversando com vizinhos do avô da criança, no Parque São Sebastião, zona Leste da cidade, ouviram que a criança não era vista há cerca de um mês. Também foram informados que o avô tinha a guarda da menina porque a mãe dela seria dependente química e perdeu os direitos sobre Sophia.

Na Central de Polícia Judiciária (CPJ), foi elaborado um B.O. de Tortura. O delegado determinou a prisão do casal em flagrante. Eles foram encaminhados para uma unidade prisional, ficando à disposição da Justiça. Se condenados, podem ser submetidos a pena entre 8 e 16 anos de reclusão.

O corpo de Sophia foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será submetido a necropsia. O laudo vai indicar o horário e o que teria causado a morte da menina. Não foi informado se os suspeitos já constituíram advogados de defesa.





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