
A morte de Sophia Emanuelly dos Santos, de 3 anos, em Ribeirão Preto, é investigada pela Polícia Civil como caso de tortura com resultado morte. A criança morreu na terça-feira (17), após ser levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) pelo avô, José dos Santos, de 42 anos.
Aos médicos, ele relatou que a neta estava passando mal e que teria vomitado durante o trajeto até a unidade de saúde. No entanto, segundo o pediatra responsável pelo atendimento, Sophia já chegou ao local sem sinais vitais. José detinha a guarda da menina desde 2024.
O que diz o delegado?
Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (18), o delegado Sebastião Picinato afirmou que as agressões sofridas pela criança não foram um episódio isolado. De acordo com ele, os indícios apontam que a vítima vinha sendo submetida a violência há um período prolongado pela namorada do avô, Karen Tamires Marques, de 33 anos.
A perícia constatou a presença de múltiplos hematomas em diferentes estágios de coloração. A evolução das cores — do vermelho ao roxo, passando pelo verde e amarelo até o desaparecimento — indica que as lesões foram provocadas em momentos distintos
Além dos hematomas, foi identificada uma lesão na costela, cuja data deverá ser estimada pelo exame do Instituto Médico Legal (IML). Sophia também apresentava quadro severo de desnutrição, com perda capilar, o que, segundo a investigação, sugere sofrimento contínuo.
afirmou o delegado
Omissão e prisão
A companheira do avô da criança, Karen Tamires Marques, de 33 anos, confessou à Polícia Militar e à Polícia Civil que enforcou a menina. Em depoimento, ela afirmou que não gostava de Sophia e que a agredia com frequência. Segundo a suspeita, as agressões ocorriam porque a criança se recusava a comer.
Ela confessa que não tinha nenhum tipo de afinidade com a criança e, por conta disso, sempre a rejeitava. Pelo fato de a menina se recusar a se alimentar, ela praticava agressões físicas para forçá-la a comer. (…) Ela esganou a criança e a colocou para dormir. Eu acredito que ali tenha ocorrido o evento morte
declarou o delegado

A polícia também apura a conduta do avô, que tinha o dever legal de cuidado. Para a autoridade policial, a omissão diante das agressões pode configurar responsabilidade, uma vez que não teriam sido adotadas providências para impedir as lesões.
Diante dos elementos reunidos até o momento, o casal foi preso em flagrante pelo crime de tortura com resultado morte. O laudo definitivo do IML deverá apontar a causa da morte e estimar com precisão o tempo das lesões.
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