Empresário de SP suspeito de desaparecer com 21 mil sacas de café é preso em MG

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A Polícia Militar prendeu nesta sexta-feira (20) o empresário Elvis Vilhena Faleiros investigado pelo desaparecimento de 21 mil sacas de café e por um prejuízo estimado em R$ 50 milhões a 179 produtores rurais na região de Ibiraci, em Minas Gerais.

Natural de Franca, Elvis estava foragido desde janeiro. Policiais o localizaram em Frutal, onde ele tentava contato com familiares. Após a prisão, a Justiça deve realizar audiência de custódia em Minas Gerais.

Em nota, a defesa informou que a prisão ocorreu dentro da normalidade e que o empresário cumprirá todas as determinações judiciais. Os advogados também afirmaram que Elvis firmou acordos com produtores e cooperados da cooperativa que ele presidia para quitar as sacas de café pendentes. Segundo a defesa, nenhum produtor ficará no prejuízo.

A Polícia Civil de Ibiraci conduz o inquérito e investiga Elvis pelos crimes de apropriação indébita, gestão temerária de cooperativa e associação criminosa.

Justiça determinou prisão preventiva

No dia 8 de janeiro deste ano, a Justiça decretou a prisão preventiva do empresário no âmbito das investigações sobre o desaparecimento das sacas de café pertencentes a cooperados. O caso envolve uma cooperativa agrícola com mais de 600 produtores ativos.

Segundo decisão judicial, o empresário autorizou operações que comprometeram o equilíbrio financeiro da cooperativa. As investigações indicam que parte do café armazenado, inclusive de produtores, teria sido utilizada sem autorização para cumprir obrigações financeiras, o que levantou suspeitas de gestão temerária e possível fraude.

café

Além de Elvis, outros dois diretores da cooperativa também são investigados. A Justiça determinou o bloqueio de bens dos envolvidos como medida cautelar. Trechos do processo apontam que o valor dos bens supostamente apropriados pode alcançar R$ 50 milhões.

Produtores relatam prejuízos

Produtores rurais relataram dificuldades ao tentar retirar o café depositado na cooperativa. Uma produtora afirmou que não conseguiu reaver 342 sacas, avaliadas em cerca de R$ 803,7 mil. Segundo o relato incluído no processo, a cooperativa informou que utilizou o produto para cobrir operações financeiras malsucedidas.

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Foto: Arquivo pessoal

Outro cooperado declarou a perda de 35 sacas, estimadas em R$ 80,5 mil, e afirmou suspeitar que o café tenha servido como garantia em operações financeiras. Somados, esses dois casos representam aproximadamente R$ 884 mil em prejuízos, valor considerado parcial dentro da investigação.

A apuração também inclui questionamentos sobre o volume real de café armazenado e possíveis movimentações internas. A Polícia Civil ainda calcula o total exato do prejuízo, mas não descarta que o montante ultrapasse R$ 50 milhões.



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