
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis (SSMRPGP), Valdir Avelino, entregou ao prefeito Ricardo Silva (PSD), no final da tarde desta quarta-feira, 25 de fevereiro, a pauta de reivindicações do funcionalismo público municipal deste ano. A data-base da categoria é 1º de março.
Os servidores pedem reajuste salarial de 14,50%. São 4,50% para repor as perdas inflacionárias dos últimos doze meses – segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – mais 10% de aumento real.
A categoria ainda aprovou pedido de 15% de reajuste no vale-alimentação dos servidores da ativa e a elevação do auxílio-nutricional dos aposentados e pensionistas para R$ 600. Também será cobrada a implantação de um abono natalino para todos os funcionários em atividade e para os inativos.
Segundo a prefeitura de Ribeirão Preto, as reivindicações da categoria serão encaminhadas a um comitê de política salarial que envolve várias secretarias e é liderado pelas pastas de Governo, Casa Civil e Fazenda. Após essa fase, será agendada nova rodada de negociação.
No ano passado, o reajuste salarial dos servidores foi de 5,06% mais 7% sobre o valor do vale-alimentação, retroativo a 1º de março, data-base da categoria. O funcionalismo público de Ribeirão Preto pedia reposição de 10,88%, sendo 4,96% relativos ao IPCA de março de 2024 a fevereiro de 2025 mais 5,92% de aumento real com base na evolução da arrecadação.
Os servidores também defendiam reajuste de 15% no valor do vale- alimentação. O tíquete-refeição dos servidores com jornada de 40 horas semanais era de R$ 1.204.90 e subiu para R$ 1.289,24 com os 7% aprovados em 2025, acréscimo de R$ 84,34. Se o prefeito conceder 15% este ano, o benefício vai saltar para R$ 1.482,62, aporte de R$ 193,38,
Para aposentados e pensionistas, o sindicato defendia aumento de 66,67% no auxílio nutricional, de R$ 300 para R$ 500, acréscimo de R$ 200, mas aceitou 15%. O valor saltou para R$ 345, aporte de R$ 50. Porém, o número de beneficiários cresceu de três mil para quatro mil por causa da elevação do teto. Antes, a ajuda era paga a quem recebia até R$ 3 mil, e agora o limite é de R$ 4 mil.

