Homem é preso em operação na região

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Ação ocorreu no âmbito da segunda fase da Operação Criptopix contra grupo que extorquia empresários



Por: Adalberto Luque –

Um homem foi preso, na manhã deste domingo (8) durante a segunda fase da Operação Criptopix, realizada pela Delegacia Seccional de Sertãozinho, região metropolitana de Ribeirão Preto. A prisão ocorreu na cidade de Guariba, onde os líderes da organização criminosa viviam.

A ação foi realizada contra uma organização criminosa suspeita de praticar extorsões mediante sequestro em cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais. .

De acordo com a investigação, empresários eram sequestrados e levados para cativeiros, onde eram obrigados a realizar transferências via PIX. Os valores eram direcionados para a compra de criptoativos, método utilizado pelos envolvidos para tentar dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com os crimes.

Durante a operação foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. Um homem de 27 anos foi preso em Guariba, em uma residência de alto padrão. Ele tentou fugir ao perceber a chegada da polícia, mas foi contido. Segundo as apurações, ele é apontado como um dos responsáveis por movimentar e ocultar os valores obtidos nos sequestros por meio de criptomoedas. A prisão contou com apoio de policiais civis de Sertãozinho, Jaboticabal e da Polícia Militar.

Veículo de luxo foi apreendido na casa do investigado (Foto: Divulgação)

O homem é suspeito de ter participado do sequestro de um empresário de Jaboticabal, em julho de 2024. Na ocasião, a vítima foi capturada por criminosos que o levaram para um canavial. Eles chegaram a extorquir R$ 27,5 mil da vítima, desbloqueando seu celular. O empresário conseguiu fugir ao lutar com um sequestrador e pediu ajuda a um trabalhador rural.

No imóvel do suspeito alvo do mandado de prisão, foram apreendidos quatro veículos seminovos, entre eles uma BMW avaliada em cerca de R$ 1 milhão e um Fiat Argo fabricado em 2026, além de uma motocicleta com placa aparentemente falsa, carteiras físicas de criptomoedas (cold wallets) e documentos considerados relevantes para a investigação.

Com o cumprimento da ordem judicial, chega a sete o número de mandados de prisão executados contra integrantes da organização investigada na Operação CriptoPix.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e localizar valores obtidos com os crimes.

Relembre o caso

Cinco pessoas foram presas em 10 de fevereiro durante a Operação Criptopix, acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em extorsão mediante sequestro. A ação ocorreu em Belo Horizonte (MG) e nas cidades paulistas de Guarujá, Guariba, Monte Alto e Jaboticabal, estas três na região metropolitana de Ribeirão Preto. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Sertãozinho, com apoio da Polícia Militar.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava violência para obrigar as vítimas a realizar transferências via Pix. Após receber os valores, os suspeitos empregavam uma estrutura financeira com uso de “laranjas” para dificultar o rastreamento do dinheiro, que posteriormente era convertido em criptomoedas.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Os investigados foram localizados em Belo Horizonte, Guarujá, Jaboticabal e Guariba, e uma pistola calibre 9 milímetros foi apreendida.





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