Ex-assessores do vereador Lincoln Fernandes (PL), acusado de envolvimento em um suposto esquema de rachadinha na Câmara de Ribeirão Preto, prestaram depoimento à Polícia Civil na última quarta-feira (18). A defesa parlamentar nega o esquema.
Foram ouvidos pela polícia Marcos Fabiano dos Santos, conhecido como Bim, Anna Paula Vincentin – ambos presencialmente -, além de Sandro Pastena e Felipe Bueno, por videoconferência, também no âmbito das apurações conduzidas pela Polícia Civil.
‘Começou em 2017’
Em entrevista à rádio CBN Ribeirão, Marcos Fabiano dos Santos, afirma que o suposto esquema teria começado em 2017, após Lincoln ter sido eleito para o primeiro mandato como vereador.
“A partir daquele momento, o vereador reuniu todos aqueles que foram escolhidos para ser da sua assessoria e disse que naquele momento as dívidas da campanha estavam muito altas, tinha contraído muita dívida e precisava honrar esses compromissos”, declara.
Bim disse que o parlamentar reuniu a equipe e fez uma proposta. “’Vou precisar que vocês devolvam parte do salário para que eu possa terminar de pagar esses compromissos. Vai durar por seis meses’. Aí, todo mundo aceitou. Nosso salário, eu não lembro quanto era, eu ficava com R$ 2.350 e o resto eu devolvia para ele”.
O ex-assessor ainda conta que após seis meses o vereador disse que tinha perdido um processo e, por isso, precisava do dinheiro para contratar um advogado para não perder o mandato. “Se ele perde o mandato, todo mundo ia perder o emprego”.
Contudo, após esse período, o ex-assessor alega que Lincoln teria afirmado que os pagamentos deveriam continuar e, por isso, pediu para sair. Porém, em 2019, Bim voltou a trabalhar com Lincoln e, ele alega, que a prática continuou até 2020, quando saiu do gabinete.
Defesa nega


O advogado Júlio Mossin, que defende Lincoln Fernandes, nega as acusações. “A gente volta a salientar que é uma acusação infundada, sem qualquer lastro probatório algum, inclusive, a defesa do Lincoln já protocolou a manifestação pertinente no processo de cassação na Câmara de Vereadores e lá nós juntamos ampla prova que afasta os argumentos desses ex-assessores. Aliás, afasta os argumentos do Marcos Fabiano de pagamento de aluguel. A gente traz uma prova bem nítida”, disse à CBN Ribeirão.
Júlio também afirmou que um dos vídeos divulgados por ex-assessores denunciando o esquema teria sido adulterado. “Além do que, está também no meio desse imbróglio um vídeo da senhora Anna Paula. Esse vídeo foi adulterado. Inclusive, nós descobrimos isso, levantamos isso na nossa defesa na Câmara e, também, levaremos esse assunto à delegacia seccional para devida apuração”.
Sobre o contrato de aluguel envolvendo o Marcos Fabiano e Lincoln, Júlio disse que se trata de um favor entre as partes. “Se forem os mesmos documentos que estão na Câmara Municipal, de fato o contrato foi firmado no nome dele sim, porém o Lincoln era fiador e teve outro contrato numa moradia desse assessor em nome dele, Lincoln. Um mero favor. Nós juntamos lá os comprovantes dos alugueis”.
O advogado ainda disse que Lincoln manteve o contrato dois anos depois que o Marcos Fabiano deixou de ser assessor (com informações CBN Ribeirão).
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