Nova categoria tarifária reduz 70% a conta de água para organizações sociais em Ribeirão Preto*
A Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Ares-CPJ) definiu que a tarifa de água e esgoto dos ribeirão-pretanos vai subir 4,91% a partir de abril, 0,15 ponto percentual acima do reajuste praticado em 2025, de 4,76%
A Ares-CPJ apresentou o índice ao Conselho Municipal de Regulação e Controle Social a atualização da tarifa de água e esgoto, que segue entre as mais competitivas do estado. O índice de 4,91% foi definido exclusivamente pela agência, órgão regulador independente responsável pela regulação tarifária
Na categoria residencial de até 10 metros cúbicos, por exemplo, o valor passará de R$ 30,48 para R$ 31,98 em Ribeirão Preto, acréscimo de R$ 1,50,
ainda abaixo do praticado em municípios como Sorocaba (R$ 40,68), São José do Rio Preto (R$ 50,00) e Araraquara (R$ 65,42).
O índice 91% foi definido com base em critérios técnicos que consideram a variação de custos, a sustentabilidade do sistema e a necessidade de investimentos para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população.
As novas tabelas entram em vigor 30 dias após a publicação da resolução Ares-PCJ no Diário Oficial do Município desta segunda-feira, 23 de março, logo após o Dia Mundial da Água. No ano passado, a tarifa para consumo de até 10 metros cúbicos por mês saltou de R$ R$ 29,09 para R$ 30,48, aporte de R$ 1,39, também inferior ao atual.
Acima deste percentual a cobrança vai variar de acordo com uma escala de consumo., chegado a R$ 49,77 para quem consome acima de 100 m³. A tarifa comercial mínima será de R$ 85,40 (10 m³) e a máxima (acima de 100 m³), de R$ 57,19. A industrial varia de R$ 106,73 a R$ 64,61, assim como a pública.
Após reunião da Ares-CPJ com a Secretaria de Água e Esgotop de Ribeirão Preto (Saerp), ficou definida a criação de uma nova categoria tarifária de água e esgoto voltada às organizações da sociedade civil (OSCs), promovendo mais justiça e equilíbrio no sistema, com redução de até 70%.
A nova classificação foi oficializada pela agência reguladora após solicitação formal da administração municipal e contempla entidades sem fins lucrativos que atuam nas áreas de assistência social, saúde, educação e esporte. Até então, essas instituições eram enquadradas na categoria “Pública”, a mais onerosa do sistema.
Com a nova regulamentação, as OSCs passam a contar com uma tabela própria e significativamente mais acessível. A tarifa base para consumo passa de R$ 106,73 para R$ 31,98, com a possibilidade da OSC consumir ainda 300 m³, representando uma redução expressiva e impacto direto na sustentabilidade dessas organizações.
“Essa é uma medida importante para corrigir uma distorção histórica e garantir mais equilíbrio no sistema tarifário. Ao assegurar uma tarifa mais adequada, fortalecemos o trabalho das entidades que prestam serviços essenciais à população”, afirmou o prefeito Ricardo Silva (PSD)
Atualmente, a Secretaria de Água e Esgoto de Ribeirão Preto possui cerca de 220 mil ligações de água ativas e mais de 120 poços artesianos que captam água exclusivamente do Aquífero Guarani.
A prefeitura de Ribeirão Preto contratou o Consórcio Geasa – Nippon Koei lac, composto pelas empresas Geasa Engenharia, Nippon Koei Lac do Brasil e Techne Engenheiros Consultores – para elaborar estudo visando a captação de água do Rio Pardo. O grupo venceu a licitação com a proposta de R$ 2.599.756,55.
