Abril Azul: Psicóloga explica os primeiros sinais do autismo e quando buscar ajuda

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  • Abril Azul: campanha de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ocorre em abril.
  • Principais sinais antes dos 2 anos incluem atraso na linguagem e comportamentos repetitivos com objetos.
  • Especialistas orientam busca por avaliação especializada ao perceber os primeiros sinais para intervenção precoce.
  • Diagnóstico é clínico, baseado em observação especializada e avaliação interdisciplinar, sem exames específicos.

O mês de abril traz a campanha Abril Azul dedicada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo a psicóloga analista do comportamento Marina Bevilacqua Alves de Lima, do Grupo Gaiadi (Grupo de Avaliação e Intervenção dos Atrasos do Desenvolvimento Infantil), o atraso no desenvolvimento da linguagem costuma ser um dos primeiros sinais observados na criança, frequentemente antes dos dois anos de idade.

“Também é possível perceber contato visual limitado ou pouco frequente, além de dificuldades na atenção compartilhada, como a criança não apontar ou não responder quando é chamada pelo nome”, explica.

Outros comportamentos também podem chamar atenção, de acordo com a especialista, como padrões repetitivos de brincadeira ou o uso não funcional de objetos.

“A criança pode se interessar apenas por partes específicas de um brinquedo, como a rodinha de um carrinho, ou utilizá-lo de forma repetitiva, o que foge do padrão esperado para a idade”, diz.

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Campanha Abril Azul é reforça a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) – Foto: Freepik

O que fazer?

Ao perceber esses primeiros sinais, a psicóloga Marina Bevilacqua Alves de Lima orienta a não adotar uma postura de espera, mas agir rapidamente e iniciar a intervenção terapêutica para melhor resposta da criança.

O diagnóstico do autismo é feito de forma clínica, a partir da observação especializada e da avaliação interdisciplinar, já que o transtorno pode afetar diferentes áreas do desenvolvimento, como comunicação, socialização e aspectos sensoriais e motores.

“Como não há exames específicos para detectar transtornos do neurodesenvolvimento, o olhar treinado de uma equipe especializada é fundamental, tanto para o diagnóstico quanto para a definição das intervenções mais adequadas”, explica a psicóloga.

Por isso, a atuação conjunta de profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e médicos é fundamental para compreender o quadro da criança de forma ampla e orientar o acompanhamento.

A especialista alerta que a intervenção precoce é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento infantil.

“Um dos erros mais comuns é esperar para ver. Esse adiamento pode fazer com que um período precioso de intervenção precoce seja perdido. Quanto mais cedo o acompanhamento é iniciado, maiores são as chances de promover avanços importantes na comunicação, na interação social, no comportamento e na autonomia”, alerta a psicóloga.

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