Caso do açaí envenenado: promotor aponta dinheiro como possível motivação do crime

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  • Caso do açaí envenenado em Ribeirão Preto é investigado desde terça-feira (7) com foco em motivação financeira.
  • Promotor Eliseu Bernardo Gonçalves revelou que a vítima Adenilson carregava entre R$ 18 mil e R$ 20 mil no dia do crime.
  • Funcionária da loja explicou que o lacre é uma fita fina que permite remover e recolocar a tampa sem deixar sinais de violação.
  • A namorada da vítima, Larissa, permanece como principal suspeita; o veneno utilizado foi o “chumbinho”.

A investigação sobre o caso do açaí envenenado em Ribeirão Preto ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (7). O promotor Eliseu Bernardo Gonçalves apontou que a possível motivação financeira entrou no foco das apurações.

Segundo ele, a vítima, Adenilson, carregava entre R$ 18 mil e R$ 20 mil em dinheiro vivo no dia do crime.

A Polícia Civil colheu novos depoimentos ao longo do dia. Pela manhã, uma funcionária da loja de açaí explicou como a equipe realiza a vedação das embalagens. Ela detalhou que o lacre consiste em uma fita fina sobre a tampa do copo, que permite remoção e recolocação sem deixar sinais aparentes de violação.

Essa informação reforça a linha investigativa que apura como o veneno — conhecido como chumbinho — pode ter sido inserido no produto sem levantar suspeitas. A namorada da vítima, Larissa, segue como principal suspeita. Ela nega envolvimento no crime.

Dinheiro e latrocínio sob apuração

De acordo com o promotor, imagens mostram o momento em que o casal chega à casa com o açaí. A partir desse contexto, os investigadores analisam a hipótese de tentativa de latrocínio.

“Pode-se entender que houve a intenção de reduzir a capacidade de reação da vítima para possibilitar a subtração do dinheiro”, afirmou Gonçalves.

Segundo Berardo, a própria suspeita informou à polícia que Adenilson possuía a quantia em espécie. A investigação também apura a relação do dinheiro com a compra de um carro realizada no mesmo dia. Familiares confirmaram que a vítima adquiriu um veículo pouco antes de passar mal.

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Foto: Câmera de segurança

Ainda nesta terça-feira, a polícia vai ouvir a irmã da vítima. Os investigadores buscam esclarecer a origem do dinheiro e confirmar o destino do valor.

A Polícia Civil pretende concluir essa etapa da investigação até o fim do dia. Até o momento, o Ministério Público não divulgou informações sobre um eventual pedido de prisão.


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