- Homem envenenado com açaí em Ribeirão Preto prestou novo depoimento à polícia nesta terça-feira (7) e manteve versão de que acredita na inocência da namorada, Larissa de Souza, principal suspeita do crime.
- Larissa foi indiciada por tentativa de homicídio, mas o Ministério Público pediu novas diligências antes de decidir sobre a denúncia.
- A investigação ouviu a irmã da vítima e a funcionária da loja onde o açaí foi comprado para esclarecer a motivação do crime.
- O promotor Eliseu Berardo Gonçalves passou a considerar hipótese de motivação financeira, já que a vítima carregava R$ 18 mil a R$ 20 mil em dinheiro no dia do incidente.
O homem que comeu um açaí envenenado em Ribeirão Preto prestou um novo depoimento à polícia nesta terça-feira (7) e voltou a afirmar que acredita na inocência da namorada, Larissa de Souza, principal suspeita.
“Mesma declaração. Não tenho nada a esconder. Não tenho nada a esconder, não. (…) Até porque, quase morro. Eu poderia muito bem falar. Eu poderia muito bem falar. (…) Eu quero que isso acabe e pronto”, disse Adenilson Ferreira Parente.
Larissa foi indiciada por tentativa de homicídio, mas o Ministério Público pediu novas diligências antes de decidir sobre a denúncia.
Os novos depoimentos fazem parte do avanço das investigações e, além de Adenilson, também foram ouvidos a irmã dele e a funcionária da loja onde o produto foi comprado. As oitivas buscam esclarecer pontos ainda em aberto, principalmente a possível motivação do crime.
Para o promotor Eliseu Berardo Gonçalves, a hipótese de motivação financeira passou a ser considerada nas apurações. Segundo ele, a vítima carregava entre R$ 18 mil e R$ 20 mil em dinheiro vivo no dia do crime.




Investigação
De acordo com a investigação, Larissa teria colocado alguma substância no açaí dentro do carro e depois descartado um saquinho plástico na rua. Em depoimento, ela afirmou que teria adicionado apenas leite condensado.
Imagens e relatos apontam ainda que ela ficou por mais de duas horas com o copo antes de entregar o produto à vítima.
Conforme apuração da EPTV, outro ponto que chamou a atenção do Ministério Público, foi a atitude dela ao sugerir uma limpeza estomacal quando Adenilson começou a passar mal.
A polícia também apura a suspeita de que Larissa tenha tentado apagar provas, ao formatar o celular após saber que era investigada.
A namorada de Adenilson prestou depoimento à Polícia Civil no dia 19 de fevereiro, e negou qualquer envolvimento no caso. “Não sou culpada, não fui eu. Ele tomou açaí e, cerca de meia hora depois, começou a ter alguns sintomas”.
Relembre o caso
O caso aconteceu no dia 5 de fevereiro, quando Larissa foi até uma loja de açaí na zona Leste de Ribeirão Preto, retirar o pedido de dois copos de açaí.
Imagens de câmera de segurança mostram que na porta da residência dos envolvidos, Larissa entrega um dos copos para Adenilson, que deixa o produto no chão e sai do local. Na sequência, as imagens mostram a mulher recolhendo o copo de açaí do chão e entrando na residência.
Por volta das 20h, o casal retornou ao local, reclamou do sabor estranho e devolveu o açaí, que foi descartado. O homem precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, mas se recuperou e passa bem.
A possibilidade de o açaí ter sido envenenado na loja em que foi vendido está descartada pela polícia desde o início das investigações. Segundo o delegado José Carvalho de Araújo Júnior, o preparo do produto foi filmado e em nenhum momento as imagens demonstraram atitude suspeita.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) identificou a presença de terbufós no copo de açaí, componente químico típico de venenos usados na agricultura.
*Com informações de Bruna Romão, da EPTV
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